De amistoso, a partida entre Brasil e Uruguai ontem, no Emirates Stadium, em Londres, não teve nada. Com entradas duras, carrinhos, muita briga pela bola, reclamações e oito cartões amarelos distribuídos pela arbitragem, o Brasil levou a melhor ao vencer por 1 a 0, graças a um gol de pênalti de Neymar. Agora, na terça-feira, a seleção volta a campo para enfrentar Camarões.
Se o treinador brasileiro queria usar o duelo diante dos rivais sul-americanos como um teste para a Copa América, principal competição do próximo ano e que será realizada no Brasil, o ponto alto foi o desempenho do atacante Neymar, melhor opção ofensiva da equipe e com uma postura bem diferente da que apresentou na Copa do Mundo na Rússia.
Com a bola no pé, Neymar foi o responsável pelas principais jogadas de perigo da seleção. Ele cobrou falta com perigo e fez um gol, mas a arbitragem corretamente marcou impedimento. Arriscou chutes de longe e teve ótima movimentação, principalmente pelo lado esquerdo do ataque, para tentar furar o bloqueio rival.
Mas o que mais chamou atenção foi o comportamento de Neymar. Ele sofreu com as faltas uruguaias, mas levantou e seguiu o jogo. Não reclamou e revidou apenas jogando bola. Falou com o árbitro somente o necessário e como capitão da seleção. Enfim, teve uma postura que contrastou com a vista na Copa, quando viu a sua fama de cai-cai superar as fronteiras internacionais.
E é esse tipo de Neymar que Tite quer ver na seleção, um jogador diferenciado e que se mantiver a postura apresentada ontem na Copa América tem tudo para ajudar o Brasil a conquistar o título que não vem desde 2007, quando a equipe comandada por Dunga levantou o troféu na Venezuela.