A inclusão é a atuação educativa a todos os alunos, sem exclusão, independentemente de suas características e diferenças pessoais. Nos últimos anos, a educação passou a ser inclusiva, inserindo em seu espaço um novo público, as pessoas com necessidades especiais, que até então eram orientadas separadamente em espaços especializados. Com a Declaração de Salamanca, propagada em 1994, a escola passou a ser vista como um ambiente direcionado ao aprendizado de todas as pessoas, e assumiu a missão de abandonar preconceitos, propagados pela sociedade, para se transformar em um local integrado e inclusivo. Desde então, as leis voltadas à Educação, como as diretrizes e os parâmetros curriculares, passaram a integrar os alunos especiais no ensino regular, e, gradativamente, as redes de ensino começaram a receber crianças e adolescentes que carecem de um atendimento especial não apenas no âmbito cognitivo, mas, principalmente, social, pessoal e intelectual.
As escolas municipais e estaduais adaptaram suas estruturas, e os educadores começaram a se especializar para melhor atender esse público. Atualmente, as unidades encontram alunos com deficiências auditiva, intelectual, física, visual ou múltipla (quando há mais de uma), além do Transtorno do Espectro Autista (TEA), e, ainda, das altas habilidades ou superdotação, que também recebem um atendimento especial. A esses estudantes, os educadores se comprometem a inseri-los no processo de ensino e aprendizagem, por meio de um trabalho baseado na atenção, cooperação, solidariedade, acolhendo-os com afeto, respeito e responsabilidade. Para isso, os sistemas de ensino, em conjunto com gestores, educadores, alunos, familiares e a comunidade, devem se unir para que a inclusão, de fato, ocorra, garantindo a esses educandos a integração à sociedade e sua inserção no mercado de trabalho.

Rede estadual

A Secretaria de Educação do Estado de São Paulo amplia anualmente a inclusão de alunos com deficiência nas escolas da rede estadual. Além dos profissionais que acompanham os estudantes em todas as necessidades dentro do ambiente escolar, um outro suporte oferecido são as Salas de Recursos, destinadas aos Atendimentos Pedagógicos Especializados (APE) no contraturno da frequência escolar. As 91 Diretorias Regionais de Ensino têm um professor coordenador do Núcleo Pedagógico e um Supervisor da Educação Especial, que orientam o trabalho desenvolvido nas escolas e nas salas de recurso. Em todo o Estado são mais de 65 mil estudantes com deficiência matriculados. Nas cidades do Alto Tietê, atualmente, existem aproximadamente mais de 3,3 mil alunos com deficiência, segundo dados do Cadastro de Alunos.

Redes municipais
As redes municipais também criaram espaços e estratégias personalizadas para garantir a esses educandos o acesso ao ensino. No Alto Tietê, as secretarias de Educação possuem um núcleo de atendimento especializado, que conta com uma equipe formada por profissionais da educação e da saúde para identificar os casos e nortear o trabalho a ser realizado com cada aluno. Além disso, possuem o atendimento educacional especializado, realizado semanalmente, no contraturno, para explorar as principais dificuldades, e ajudar o aluno no acompanhamento das atividades realizadas no ensino regular. Cada rede de ensino se compromete com o acompanhamento constante de seus estudantes e a oferecer o que é necessário, como, por exemplo, professores auxiliares, cuidadores, intérpretes de libras, detre outros. Cabe aos gestores auxiliar na atualização constante dos educadores, para que possam se sentir preparados para receber, acolher e atender os estudantes.