Sancionada em 2015, a Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015) vem apresentando avanço na inclusão de pessoas com deficiência na sociedade e, em especial, no espaço educativo. A regulamentação auxiliou, inclusive, a ampliar a participação de alunos especiais no ensino regular, uma vez que passou a ser obrigatório às escolas públicas e privadas a acolherem os estudantes com limitações, e a adotarem medidas de adaptação necessárias. O Colégio Guarani, localizado em Mogi das Cruzes, é uma das instituições que cumprem com o plano de ensino inclusivo, que garante o direito de educação a todos.
De acordo com a diretora do colégio, Ana Maria de Oliveira, a inclusão de crianças e adolescentes especiais nas redes de ensino é essencial, uma vez que promove a aceitação e o respeito. "Nós realizamos uma educação inclusiva há muitos anos e conseguimos observar que há uma troca de valores entre os alunos de inclusão e não-inclusão na sala de aula e nas atividades. Aqueles que apresentam uma necessidade especial geralmente são mais carentes. Logo, essa integração é benéfica. Já os demais alunos aprendem a acolher e conviver com as diferenças", disse.
Além disso, Ana Maria conta que a escola promove rodas de conversas entre os pais e os educadores sobre o assunto. "Nunca ocorreu discriminação, muito pelo contrário, os alunos são receptivos uns com os outros. Buscamos conversar com todos os pais e pedimos para que eles levantem diálogos sobre a importância da inclusão com os filhos".
Segundo a diretora, a maioria dos estudantes com limitações apresenta deficiência intelectual ou autismo. "Temos profissionais preparados para atendê-los", finalizou.