A Escola Estadual Dr. Morato de Oliveira trabalha com o Atendimento Educacional Especializado (AEE) desde 2000, seis anos após a Declaração de Salamanca, da Organização das Nações Unidas (ONU), que tornou a inserção do aluno com deficiência dentro da sala de aula uma obrigatoridade. Antes, a escola já atuava na Educação Especial por meio de classes individuais, entretanto, este método foi descartado, uma vez que esses alunos, ainda que frequentassem uma escola tradicional, não eram inseridos, de fato, em um ensino regular, sendo o horário e local de atendimento diferente dos demais colegas.
De acordo com a professora coordenadora do Núcleo Pedagógico (PCNP) da Diretoria de Ensino de Suzano. que responde pelas unidades estaduais deste município e de Ferraz de Vasconcelos, Rogata Netto, o atendimento ao aluno com deficiência nas duas cidades aumentou em mais de 40 vezes. "Em 2007, nós tínhamos de duas a quatro salas de recursos multifuncionais na rede. Agora, ao todo, temos 169 em serviço, com 39 em Ferraz, e 130 em Suzano", disse.
A sala de recursos multifuncionais da E.E. Dr. Morato de Oliveira, com atendimento contraturno focado em crianças com deficiência intelectual e autismo, conta com três professoras de inclusão. Entretanto, a diretora do instituto, Elinície da Silva, afirma que, em comparação com os anos anteriores, há um maior interesse dos educadores regulares pela educação inclusiva, o que facilita a inserção do aluno com deficiência na sala de aula regular.
Segundo a diretora, antigamente, os professores se sentiam despreparados para lidar com estudantes especiais; agora, eles estão dispostos a aprender e adaptar as suas aulas. "Por meio do plano de atendimento individualizado, elaborado pela professora de inclusão, que registra as dificuldades e facilidades de cada aluno especial, o professor regular consegue adaptar a sua aula, tornando-a
satisfatória para toda a turma", explicou.