Pela primeira vez na história de Arujá, a Campanha da Fraternidade, organizada pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), será lançada oficialmente na cidade. O evento acontecerá nesta sexta-feira (20), no plenário da Câmara Municipal, por solicitação do 1º secretário da Casa, vereador Divinei da Silva.
Neste ano a Igreja Católica irá refletir o tema “Fraternidade e Moradia”, com o lema bíblico “Ele veio morar entre nós” (João 1,14). “O objetivo é despertar a consciência sobre o direito à moradia digna como expressão concreta da fé cristã. Ao voltar-se para a realidade da moradia, a Igreja convida todos a construir uma sociedade mais justa, em que ninguém seja excluído do direito de morar com dignidade”, explicou o bispo Dom Pedro Luiz Stringhini, que estará presente na solenidade em Arujá.
A campanha foi nacionalmente lançada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) na Quarta-Feira de Cinzas. No Alto Tietê, o evento acontece nesta quinta (19) na Câmara de Mogi das Cruzes – o local recebe a Campanha da Fraternidade há pelo menos 10 anos, por meio da Lei Municipal nº 07/2009, de autoria da vereadora Odete de Souza. Outras cidades da região poderão ser contempladas com o evento.
“É uma grande alegria poder levar a Campanha da Fraternidade pela primeira vez para a nossa cidade, aproximando o tema social da nossa população e do poder público local. Fizemos a solicitação ao bispo diocesano, que foi sensível à nossa causa e nos atendeu prontamente”, afirmou o vereador Divinei.
Debate social
O tema moradia traz números preocupantes: o Brasil enfrenta um déficit habitacional de 6 milhões de moradias, somado a um déficit qualitativo de 26 milhões de residências inadequadas – sem saneamento básico, com espaços superlotados ou estruturas precárias. Os números integram o relatório da CNBB.
“Moradia é um tema social que todo político, todo agente público precisa tratar com a devida responsabilidade. Por isso a importância de realizar o lançamento da Campanha da Fraternidade na Câmara de Arujá, conhecida como a Casa do Povo. Ali agentes públicos, políticos e sociedade civil se unem para debater e propor avanços para problemas que afetam grande parcela da nossa população”, reforça o vereador.