O Dia das crianças, comemorado no próximo dia 12, promete aquecer as vendas nesta semana. Para as lojas especializadas em artigos infantis, a data costuma ser o "segundo Natal" do ano e, por isso, será de grande importância para a recuperação dos comércios que tiveram as vendas praticamente estagnadas desde o início da quarentena, em março, para conter o avanço do coronavírus (Covid-19).
Na região central de Suzano, as opiniões dos lojistas de brinquedos, roupas e calçados infantis estão divididas. Se por um lado a data oferece a oportunidade de alavancar as vendas depois de meses de estagnação e prejuízo, há quem desconfie que esse pode ser mais um dia fraco de comércio, considerando a situação financeira dos consumidores.
Seja como for, o próximo Dia das Crianças será um dos poucos feriados neste ano poderá haver um nível de normalização próximo do período pré-pandemia. Isto porque a data será celebrada dentro de uma fase do Plano São Paulo que já recebeu uma série de flexibilizações, entre elas a expansão no horário de funcionamento dos estabelecimentos que foi de seis para oito horas diárias.
Outros comércios que dependiam de datas como a Páscoa, Dia das Mães e Dia dos Namorados, amargaram meses de restrições mais intensas. Para estes lojistas, o resultado só poderá ser recuperado no próximo ano. Já no Dia dos Pais, os comerciantes relataram um aquecimento interessante nas vendas que acabou superando a expectativa de muitos.
Considerando isso, Viviane da Silva Gonçalves, gerente de uma grande loja de roupas e calçados infantis na rua General Francisco Glicério aposta na divulgação online e presencial com eventos para atrair os clientes. "Nossa expectativa para as vendas nesse dia é grande, por isso vamos investir nos atrativos para as crianças, teremos balões e um palhaço na entrada para chamar o público. Além disso, realizamos premiações com os clientes e divulgamos bastante a loja nas redes sociais", contou.
Viviane explicou ao Dat que a pandemia ainda afeta muito o comércio e mesmo com uma série de flexibilizações que a região recebeu, as coisas ainda estão difíceis. "As restrições de horário impactaram muito negativamente os negócio, boa parte dos nossos clientes só tem o tempo livre para fazer compras depois do horário de trabalho e agora estamos fechando mais cedo, então perdemos boa parte destes clientes".
Já para Lucia Takahashi, também gerente de uma loja especializada em artigos infantis na região central, a expectativa não é tão grande. "Estamos vivendo um dia de cada vez então não temos como prever quanto vamos faturar nesse dia. Esperamos que melhore um pouquinho nessa semana que antecede o Dia das Crianças mas é difícil dizer em quanto isso poderá ser melhor na comparação aos outros dias", refletiu.
Lucia também apontou que as restrições no horário de funcionamento do estabelecimento foram determinantes para a queda das vendas, e atribui à recessão econômica que o país vive um aumento no preço das mercadorias que inevitavelmente será repassado aos clientes, reduzindo ainda mais as vendas.
*Texto supervisionado pelo editor.