Um dos episódios mais recentes de surtos por doenças que modificaram de alguma forma a sociedade ocorreu longe dos radares da mídia, mas também apresentou efeitos devastadores. A doença pelo vírus ebola é uma das mais significativas na África subsaariana, ocasionando surtos esporádicos, afetando diversos países. De acordo com o Ministério da Saúde do Brasil, o agente da doença é um vírus da família Filoviridae, do gênero Ebolavirus, descoberto em 1976, a partir de surtos ocorridos ao sul do Sudão e norte da República Democrática do Congo (anteriormente Zaire), próximo ao rio Ebola, mesmo nome dado ao vírus. A doença, conhecida anteriormente como Febre Hemorrágica Ebola, é grave, muitas vezes fatal e com taxa de letalidade que pode chegar até os 90%. Não há registro de Ebola no Brasil.
Uma decisão sem precedentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) chamou a atenção e é cogitada por especialistas em relação ao novo coronavírus. A entidade apoiou o uso de drogas sem a certeza da eficácia do tratamento, ou seja, até então pouco testadas. Além disso, um grupo de voluntários da área tecnológica se uniu ao Google e à ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) para desenvolver um tablet à prova de ebola, com o intuito de levar informação.
Bem mais divulgada na mídia e que chegou ao Brasil com força devastadora foi o HIV, sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. Causador da Aids, ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. No final dos anos 80, diversas personalidades contraíram o vírus HIV, desenvolveram a Aids e faleceram. Estudos apontam que o uso de preservativos não era frequente como atualmente, um dos reflexos mais visíveis da crise de Saúde Pública no Brasil. (F.A.)