A tragédia da Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, serviu como ponto de partida para elaboração e aplicação de algumas ações voltadas à Educação e Segurança pelo governo do Estado. Como por exemplo, a elaboração de um regimento escolar padrão a ser apresentado ao Conselho Estadual de Educação, no final deste ano, que resultaria, na prática, na padronização de procedimentos de entrada e saída dos alunos, o acesso às dependências da escola, entre outras normas. A medida, também foi contestada por professores, sob a alegação de que a padronização limitaria ainda mais a autonomia das escolas e que estas perderiam suas identidades.
"Você não pode querer padronizar um Chicão (Escola Estadual Francisco Ferreira Lopes), em Mogi das Cruzes com a Escola Estadual Professora Rosa Maria em Salesópolis. Cada escola tem que ter sua identidade". Essas são palavras do professor Samuel Moreira Machado, 37 anos, que dá aulas na Escola Estadual Dr. Roberto Feijó, em Guararema, e que representa o pensamento de boa parte dos professores da rede pública. Para ele, o regimento escolar padronizado seria mais uma imposição estadual que não representaria a solução de problemas, pensamento também compartilhado com a presidente da Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Inês Paz.
As medidas, entretanto, segundo o secretário, não seriam impostas, deixando a cada escola a responsabilidade de, junto aos alunos, pais e professores, implementar as alterações necessárias para o bom funcionamento da unidade de ensino. (F.A.)