A Prefeitura de Mogi das Cruzes ainda não recebeu de forma oficial os projetos completos em relação as obras que estão sendo planeadas para a malha urbana da cidade e que, de acordo com especialistas, devem alterar o cenário urbano do município.
De acordo com a administração municipal, o Executivo mogiano teve acesso apenas às informações disponibilizadas durante a consulta pública, e que, em caso de recebimentos dos projetos, eles somente serão analisados se estiverem desvinculados da proposta de implantação de pedágio na rodovia Mogi-Dutra (SP-88), vislumbrada pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), departamento do governo estadual.
Já a Artesp reforçou que foram feitas reuniões com representantes de todas as prefeituras afetadas pelo projeto de concessão, além do envolvimento na elaboração da proposta antes da finalização da minuta. "Todas as minutas estiveram à disposição da sociedade civil durante a consulta pública ao projeto de concessão, sendo que os principais pontos dos projetos foram apresentados nas audiências públicas", completou o departamento em nota.
O posicionamento da prefeitura pouco se alterou desde o anúncio das intenções da Artesp sobre a realização de obras na malha municipal de Mogi, feito em outubro passado. À época, a administração municipal já expressava sua revolta contra a proposta do pedágio, além de afirmar que as intervenções viárias passariam por avaliações técnicas.
Intervenções
O que chama mais atenção em relação ao projeto da Artesp é a construção de sete "travessias, viadutos ou pontes" (como sugere o edital da concessão) em regiões urbanas de Mogi das Cruzes, como por exemplo, na descida da avenida Japão, onde atualmente está localizado o supermercado Alabarce, sobrepondo a avenida Henrique Peres. Ainda nas redondezas, a avenida Henrique Peres também sofrerá outra grande intervenção, já que o departamento estadual planeja criar uma ligação da avenida com a rua Santa Dionizia, no Jardim Universo.
Obras de tamanha magnitude também poderão ser observadas em outros trechos da cidade, como por exemplo no cruzamento entre a avenida Valentina Mello Freire Borenstein com a rua David Bobrow, na qual haverá um dispositivo de interligação entre as vias, com o intuito de fortalecer a Rota do Sol, como almeja a Artesp.
Pedágio
Após a manifestação do último sábado, quando 600 pessoas em 350 carros pararam a Mogi-Dutra, o movimento "Pedágio Não" agora aguarda a reunião prometida pelo deputado estadual Marcos Damásio (PL) com o vice-governador Rodrigo Garcia. De acordo com o parlamentar o encontro já foi solicitado.