O Centro de Educação e Cultura Francisco Carlos Moriconi, recebeu na última semana uma das fundadoras do curso de Promotoras Legais Populares (PLPs) no Brasil Maria Amélia de Almeida Teles, conhecida como Amelinha Teles. A militante dos direitos das mulheres palestrou para as participantes da edição suzanense, que já chegou a 30ª aula neste ano.
Na oportunidade, Amelinha abordou a história recente do País, trazendo conhecimentos sobre democracia, Justiça e gênero, além de destacar a importância do movimento de mulheres nas cidades. "O trabalho das PLPs é fazer valer a Constituição", disse ela, ao pontuar a igualdade de direitos entre homens e mulheres. As participantes do curso ainda tiveram um panorama histórico do Brasil, de 1964 até os dias de hoje, passando pela Comissão Nacional da Verdade, que apurou as violações de direitos humanos ocorridos entre as décadas de 1940 e 1980.
O mês de outubro ainda teve Constelação Familiar no Judiciário, uma técnica terapêutica voltada à facilitação de acordos por meio da cultura de paz. O tema foi apresentado pela advogada e presidente da Comissão de Direito Sistêmico de Itaquera, Roberta Moreira. Outra contribuição paulistana foi da assistente social Suelma Ines de Deus Branco, que compartilhou seus conhecimentos sobre o direito à moradia, com experiência de 20 anos na equipe de planejamento urbano e habitação da cidade de São Paulo.
Outubro também abriu espaço para o debate sobre intolerância religiosa, mediado pela advogada Darling Ingrid Limeira, que apresentou índices alarmantes sobre a temática e abordou os principais tipos de violência e discriminação contra adeptos de diferentes religiões. Além disso, as participantes puderam organizar um encontro especial para compartilhar suas vivências e autoconhecimento durante análise conjunta do livro.