O deputado federal Marco Bertaiolli (PSD), e o deputado estadual Estevam Galvão (DEM), protocolaram um ofício para o governador João Doria (PSDB), o secretário de Estado de Logística e Transportes, João Octaviano Machado Neto, e para o diretor geral da Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp), Giovanni Pengue Filho, reforçando a posição contrária à instalação de um pedágio na rodovia Mogi-Dutra (SP-88).
No documento, os parlamentares destacam o prejuízo que uma medida como essa causará para todo o Alto Tietê, desde trabalhadores, moradores, empreendedores, estudantes e motoristas em geral que trafegam todos os dias pela rodovia.
"Esta proposta da Artesp é absurda", destacou Bertaiolli, que assim que esse projeto foi apresentado numa audiência pública em Mogi, já se posicionou contra. "Estamos oficializando apenas por uma questão burocrática, mas eu já me posicionei publicamente contrário. Inclusive estive com o vice-governador, Rodrigo Garcia (DEM), no último dia 4, e reforcei a nossa posição, assim como também já fez o deputado Estevam um dia depois", apontou Bertaiolli, ressaltando que a instalação de um pedágio na Mogi-Dutra vai contra tudo aquilo que eles defendem para Mogi e o Alto Tietê. "Nós precisamos de medidas que sejam indutoras do desenvolvimento econômico e social, e não o contrário".
Bertaiolli afirmou que, além do fato de já existir uma praça de pedágio na rodovia Ayrton Senna (SP-70), a instalação de um equipamento como este vai prejudicar também os moradores que residem em condomínios ao longo da rodovia, além da população de seis bairros conhecidos como Região da Divisa, por estarem localizados entre Mogi, Suzano e Itaquá. "São centenas de mogianos que utilizam a Mogi-Dutra todos os dias. Não podemos permitir que estas pessoas sejam penalizadas".
ACMC
Além do ofício de Bertaiolli e Estevam, a direção da Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC) confirmou a participação da entidade no movimento "Pedágio Não!". "Há vários aspectos negativos na implantação do pedágio na Mogi-Dutra que precisam ser considerados e é certo que a economia local será impactada por eles. Por isso, a ACMC aderiu ao movimento 'Pedágio Não!' e somará esforços com outras entidades para impedir que essa proposta avence", argumentou José David Abílio, vice-presidente da ACMC.