O prefeito Marcus Melo (PSDB) revelou ontem à Imprensa que vai solicitar uma unidade de uma escola cívico-militar em Mogi das Cruzes. A informação foi divulgada na avenida Cívica, durante início do treinamento das tropas da 12ª Brigada de Infantaria Leve (Aeromóvel), de Caçapava, que devem ficar no município até esta sexta-feira. Na semana passada, o governador do Estado de São Paulo, João Doria (PSDB), confirmou a adesão de São Paulo ao Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares, uma das principais propostas do presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL).
Para a vinda de uma instituição cívico-militar em Mogi será necessário investimentos do governo federal. Ainda não há data para obras da unidade, apenas há confirmação de que a implantação desse modelo de educação será em uma escola estadual. "Vamos solicitar uma unidade no município, mas dependemos de forças do governo federal. Os alunos merecem ter uma educação com formação e aprendizado da mesma forma como é feito em escolas militares, com disciplina e ordem de todos os brasileiros", disse o chefe do Executivo mogiano.
Até sexta-feira, as cidades interessadas em participarem do processo para aderir as escolas cívico-militares poderão se inscrever. A data limite do processo de inscrição para se adequar ao modelo, já no próximo ano, havia sido finalizada em 27 de setembro, mas o governo decidiu prorrogar o prazo, já que o Estado de São Paulo estava em análise sobre a adesão.
De acordo com o governo federal, até 2023, a meta é de implantar o modelo em 216 escolas, sendo 54 por ano, sendo o Ministério da Educação (MEC) responsável por repassar a verba que permitirá a realização de infraestruturas nas unidades de ensino cívico-militar. "Sou favorável ao modelo das escolas cívico-militares. Do meu ponto de vista, elas trazem ordem para a sociedade e vemos muitas situações Brasil afora em que os alunos faltam com respeito aos professores. Creio que uma escola desse modelo vai fortalecer a educação", disse Melo.
Tiro de Guerra
A aproximação do Exército com o município possibilitará uma parceria junto ao Tiro de Guerra. "Temos uma relação muito próxima com o Tiro de Guerra e quando eles têm uma atividade de maior complexidade e precisam de apoio, nós acolhemos. Por exemplo, na sexta e no sábado passados, os atiradores de Mogi foram ao nosso estande de tiro para treinar", contou o coronel Heli Figueiredo Moreira Junior, comandante da 6ª Brigada de Infantaria Leve (BIL).