Com o desligamento da Organização Social (OS) Pró-Saúde das atividades de gerenciamento da Unidade Básica de Saúde (UBS) do Alto do Ipiranga, divulgada anteontem pela Prefeitura de Mogi das Cruzes, o prefeito Marcus Melo (PSDB) afirmou que espera que a entidade tome as atitudes trabalhistas corretas. Isso porque, desde o dia 26 de junho, os ex-funcionários do Hospital Municipal de Mogi das Cruzes (HMMC), em Braz Cubas, estão sem receber as rescisões, após a Pró-Saúde, ex-gestora, perder a concorrência para a atual administradora do hospital, a Fundação ABC.
Até um novo chamamento público ser realizado, o Executivo mogiano está finalizando a contratação emergencial de uma nova OS para gerenciar a unidade a partir do dia 26 de agosto, até o final deste ano. O chefe do Executivo mogiano, Marcus Melo (PSDB), destacou que a prefeitura recebeu recomendações do Tribunal de Contas do Estado (TCE) para que não renove contratos com a Pró-Saúde. "Existe um julgamento no TCE que impede a Pró-Saúde de contratualizar com o município, pois algumas análises apontaram problemas que eles tiveram em outras cidades, por isso, não haverá renovação", disse o prefeito. A informação, porém, foi negada pela entidade nos últimos dias.
Já em relação aos impasses entre a instituição filantrópica e a prefeitura, Melo garantiu que não recebeu a última prestação de contas da Pró-Saúde e, dessa forma, não há como o Executivo fazer o repasse cobrado pela entidade, no valor acima de R$ 3 milhões. "Esperamos que a Pró-Saúde faça a quitação de contas dos colaboradores e, se a prefeitura identificar que o valor reivindicado está correto, vamos reembolsar", finalizou. Neste caso, a Pró-Saúde também já garantiu, em reportagens publicadas pelo Mogi News, que, com as contas de todos os meses enquanto gerenciava o HMMC, prestadas, a prefeitura não depende dessa prestação de contas "geral" para que a análise seja feita.