O valor do hidrômetro utilizado em áreas de produção rural para medir a quantidade de água utilizada pelos agricultores, que hoje custa em torno de R$ 7,5 mil, poderá cair para R$ 300, segundo o vereador Pedro Komura (PSDB). Ele falou sobre o assunto na tarde de ontem, durante sessão ordinária na Câmara de Mogi das Cruzes.
As novas regras para a implantação do equipamento na zona rural, que deve prever a redução do custo para compra, serão publicadas até final deste mês pelo Governo do Estado. A informação foi revelada na semana passada pelo Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat).
Em junho deste ano, o secretário de Estado de Infraestrutura e Meio Ambiente, Marcos Penido, durante visita no Parque Natural Municipal Francisco Afonso de Mello - Chiquinho Veríssimo, recebeu do vereador um documento sugerindo a retirada da Portaria 5.578, de 8 de outubro de 2018, do Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee), que trata sobre o uso de recursos hídricos, em especial a instalação, manutenção e operação de um hidrômetro de medição de vazão e totalizador do volume de água.
Na ocasião, o chefe da pasta informou que apesar da proposta ser interessante, é preciso zelar pelo abastecimento da água. "Infelizmente, alguns produtores utilizam a água de forma inadequada, sem rigor e controle", justificou Penido. A explicação de Komura é de que o cumprimento da ação é onerosa e complexa, pois exige a instalação do equipamento hidrométrico, cujo custo é elevado.
Sem a publicação da nova portaria ainda não é possível saber quais serão as novas regras, mas a proposta não agrada os agricultores desde já. No início desta semana, a Reportagem conversou com alguns agricultores do distrito de Jundiapeba que relataram a dificuldade de conseguir água para regar as plantações, tendo que, muitas vezes, recorrer a um poço semi-artesiano, por exemplo.
Para o parlamentar tucano, as novas regras poderão facilitar a instalação dos hidrômetros, já que, de qualquer forma, o governo necessita acompanhar a medição da água consumida. "Os equipamentos que eles pediam custa em torno de R$ 7 a R$ 8 mil, um valor totalmente contrário à realidade dos pequenos e médios agricultores, mas sem essa instalação não é possível conseguir a outorga para a utilização da água junto ao Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee)", explicou.