Visto por boa parte da torcida como símbolo da reconstrução do Mogi Basquete, o ala Guilherme Filipin disse que não descarta a possibilidade de se tornar membro da diretoria ou da comissão técnica do clube e que já há conversas neste sentido. A informação foi passada pelo atleta dias depois do anúncio de que ele não renovará com o time para a próxima temporada. "Há a possibilidade ainda de eu estar diretamente relacionado com o time, como membro da comissão técnica ou diretoria. Ainda não chegamos em uma definição, mas pode ser que aconteça", destacou o veterano de 36 anos em entrevista exclusiva à reportagem.
O anúncio da saída do ala do Mogi Basquete foi feito pela diretoria do clube, por meio das redes sociais, e no tom de agradecimentos, já que ao longo destas oito temporadas que o atleta esteve representando Mogi, Filipin conquistou quatro títulos e disputou 470 jogos, números que a própria diretoria reconheceu como "difícil de serem alcançados".
O jogador disse que sua passagem pelo clube foi marcada por conquistas e que todos os momentos, tantos os de dificuldades como os de glória, contribuíram de alguma forma para a evolução do basquete na cidade.
Um dos momentos de maior superação vivenciado por Filipin no Mogi Basquete, segundo ele, foi a virada nas quartas de final do Novo Basquete Brasil temporada 2013/2014, quando o time perdia a série melhor de cinco por dois a zero. "A maior superação da minha carreira, vou levar para a minha vida inteira. Limeira tinha muito investimento e a gente um time humilde, com investimento bem menor", relembrou.
O ala disse que recebeu sondagens de outros clubes, e que o fato de já estar em Mogi há um bom tempo, fez com que ele recusasse as propostas. Ele contou que quer se dedicar totalmente ao seu projeto com as crianças.
Filipin 11
O projeto Filipin 11 Treinamento de Basquete concentrará a maior parte das atenções do ala, ainda mais depois que a iniciativa recebeu a chancela da NBA e se tornou um unidade licenciada da liga norte-americana de basquete no Brasil. Na prática, o título faz com que a escolinha de basquete receba uma metodologia de trabalho da própria entidade norte-americana, inclusive com intercâmbio de conhecimentos e de profissionais.
"Quero ajudar as crianças de Mogi. Meu foco hoje é trazer esporte para as crianças, usando o basquete como instrumento de inclusão e educação", concluiu.
* Texto supervisionado pelo editor