Os moradores que vivem às margens do rio Jundiaí e que receberam as notificações da Prefeitura de Mogi das Cruzes para apresentar uma resposta, dentro de um prazo de 15 dias, sobre a desocupação das casas, já têm em mãos o manifesto para o processo. De acordo com o advogado Danilo Guimarães, que defende os moradores, algumas famílias contrataram topógrafos para estudar a área e averiguar se elas estão inseridas na distância exigida do rio estipulada pela prefeitura, o que não configuraria uma zona de risco.
Os resultados da avaliação, segundo afirmaram, comprovam que as famílias estão dentro das regras. Por enquanto, elas ainda não foram ouvidas pelo setor municipal de Habitação. "Ao todo, 16 pessoas foram notificadas pela prefeitura para apresentarem uma resposta em 15 dias úteis e parte delas conseguiu a contratação de um profissional de topografia para estudar a área. Além disso, a prefeitura alega que existe risco de inundação, porém, os moradores disseram que isso nunca ocorreu na região por resultado de uma ação natural", explicou o advogado.
O vereador Rodrigo Valverde (PT) informou que continua tentando contato com o Executivo para realizar uma reunião e abordar a questão dos moradores, porém, ainda não obteve resposta. "Estamos aguardando uma reunião com a prefeitura para discutir sobre o caso. As famílias já se defenderam com o laudo dizendo que não estão em área de risco e que existem lugares mais próximos ao rio que não receberam as notificações", acrescentou o parlamentar.
Em resposta à reportagem, a prefeitura afirmou que 17 famílias que não aceitaram a oferta de inclusão no programa habitacional Minha Casa Minha Vida, alguns anos atrás, continuaram morando nas áreas de risco. Por este motivo, a Justiça enviou notificações com a definição do prazo para que todas pudessem recorrer às ações judiciais. Sobre os resultados dos laudos de topografia encaminhados pelas famílias, a prefeitura ainda não respondeu.
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