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Promessa de campanha, assunto de estudos por parte de especialistas e uma população que anseia por melhorias. Tudo isso faz parte da concessão da Rodovia Dom Paulo Rolim Loureiro (SP-98), popularmente chamada de Mogi-Bertioga, que passará a ser administrada por alguma empresa privada. O governo do Estado de São Paulo publicará o edital de concessão da via à iniciativa privada - e de uma série de outras vias litorâneas - no primeiro trimestre de 2020.
O projeto, que será discutido em audiências públicas em outubro deste ano, também compreende às rodovias do Litoral Sul, com investimentos avaliados em R$ 3,2 bilhões, em um trajeto de 230 quilômetros.
Haverá modernização e duplicação de trechos no traçado concedido, o que, segundo o governo Estadual, resultará em mais conforto e segurança para os motoristas que trafegam pela região. A concessão à iniciativa privada vai englobar os municípios de Miracatu, Peruíbe, Itanhaém, Praia Grande e Bertioga, com extensão até Boraceia, além de Mogi das Cruzes.
Ainda sem detalhes sobre quais trabalhos serão feitos em específico na rodovia Mogi-Bertioga, que recebe mais de 20 mil veículos ao dia, o projeto deverá seguir o novo modelo tarifário de pedágio, em implantação pela atual gestão do governador João Dória (PSDB), de tarifa flexível e desconto progressivo por frequência, isto é, quem usa mais a via, pagará menos.
Mesmo sem a confirmação de que a Mogi-Bertioga será duplicada, esta é uma demanda antiga dos especialistas que estudam a área e da população, sendo que estes avaliam como primordial a duplicação de toda a via. Uma praça de pedágio, em um primeiro momento, pode ser interpretada como mais uma armadilha para arrecadar dinheiro da população, mas se comparando com outros casos do Estado (como a Rodovia dos Tamoios, que passou por obras de melhorias e também conta com uma praça de pedágio), o valor arrecadado com a cobrança é visto como garantia de manutenção da via e continuidade dos trabalhos realizados.
O andamento do processo de concessão da Mogi Bertioga - e das outras vias - está a cargo da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), que tem a responsabilidade de realizar estudos a fim de detalhar a malha rodoviária a ser abrangida pelo lote e obras do projeto. As audiências previstas para outubro deste ano funcionarão como uma consulta pública para receber contribuições da sociedade.
O governador João Dória (PSDB), durante sua campanha no ano passado, se mostrou favorável à privatização ou concessão de empresas e de rodovias estaduais, assim como o secretário de Estado de Transportes e Logística, João Octaviano Machado Neto, que também já havia sinalizado positivamente para a inclusão da Mogi-Bertioga no processo de concessão de outras rodovias.
*Texto supervisionado pelo editor.
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