Mais quatro presos participantes da briga entre facções no presídio em Altamira (PA) foram mortos anteontem durante o traslado de Novo Repartimento a Marabá. Ao chegarem ao destino, os agentes encontraram os detentos mortos por sufocamento em duas celas dos caminhões-cela que fazia o transporte.
As informações foram divulgadas ontem pela Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) do Pará.
A ação ocorreu entre 19 horas da última terça-feira, e 1 hora da madrugada de ontem, e as razões das novas mortes estão sendo investigadas. Todos os 26 presos remanescentes serão colocados em isolamento.
Os detentos eram da mesma facção, viviam juntos nas mesmas celas e foram comparsas no confronto entre facções, no presídio em Altamira, que deixou 58 mortos na última segunda-feira.
Durante o transporte, 30 presos estavam algemados, divididos em quatro celas que, juntas, tinham capacidade para até 40 pessoas. O estado não tem caminhão com celas individuais.
Força-tarefa
Na tarde de ontem, chegam a Belém dez homens da Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária.
A ida do grupo foi autorizada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, a pedido do governador do Pará, Helder Barbalho. A força-tarefa atuará em atividades de guarda, vigilância e custódia de presos, com apoio dos sistemas Penitenciário e de Segurança Pública do estado.
Identificação
Até a noite de anteontem, pelo menos 15 corpos de vítimas do confronto ocorrido na última segunda-feira (29) entre o Comando Classe A (CCA) e o Comando Vermelho (CV), no presídio de Altamira, no oeste paraense, haviam sido identificados.
Para agilizar o trabalho, que está sendo feito por meio de exames de DNA, desde a última terça-feira reforçam a equipe em Altamira peritos odontologistas forenses, além de peritos criminais do Laboratório de Genética Forense do Instituto de Criminalística de Belém.