Para tentar solucionar a falta de pagamento dos ex-funcionários do Hospital Municipal de Mogi das Cruzes (HMMC), o Sindicato dos Enfermeiros informou ontem que entrará com uma ação de embargo no Ministério Público (MP), a fim de garantir o bloqueio de valores e bens da Pró-Saúde, antiga gestora da unidade de Braz Cubas. O sindicato se pronunciou após a reunião, entre prefeitura e a Pró-Saúde, ser cancelada, ontem.
De acordo com o vereador e representante do sindicato, Rodrigo Romão (PC do B), além da ação, o sindicato irá realizar um levantamento do valor exato da rescisão de todos os ex-funcionários da Pró-Saúde. Romão afirmou que a ação será necessária, com esperança de que a situação de pagamento dos funcionários seja resolvida. "O sindicato se reuniu hoje e ficou decidido que entraremos com uma ação no Ministério Público contra a Pró-Saúde, pedindo que seja feito um bloqueio de bens. Está ocorrendo um "jogo de empurra" entre Prefeitura de Mogi e a Pró-Saúde, e quem sai mais prejudicado é o trabalhador'', afirmou.
A reunião que foi cancelada - pela terceira vez - entre prefeitura e Pró-Saúde poderia definir uma solução em relação às verbas rescisórias pendentes dos funcionários, que já estão há quase um mês sem respostas. De acordo com vários ex-colaboradores do HMMC que aguardam o repasse da verba, a situação está ficando cada vez mais complicada, pois, além do não recebimento das verbas rescisórias, o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) não está disponível para o saque.
Justificativas
Segundo a Prefeitura de Mogi das Cruzes, a reunião de ontem não aconteceu porque representantes da Pró-Saúde teriam cancelado o encontro. Ainda segundo o Executivo, a reunião será remarcada. Para se chegar a uma solução mais rápida, há também uma comissão que cuida do caso.
Já a Pró-Saúde informou que até ontem não havia recebido o pedido de reunião por parte da prefeitura para determinar a forma e a data que ocorreriam a quitação de todos os débitos aos ex-funcionários. A entidade afirmou ainda que teria feito dois ofícios para a prefeitura, durante esta semana, nos quais solicitava uma lista dos profissionais que não foram contratados pela nova gestora do HMMC (Fundação ABC).
A Pró-Saúde apontou também que o Executivo não teria elaborado o balanço prometido, impedindo que fosse feito o cálculo das verbas rescisórias dos funcionários.
*Texto supervisionado pelo editor.