As prefeituras do Alto Tietê se pronunciaram ontem a respeito das irregularidades nos hospitais constatadas pela quinta fiscalização ordenada do Tribunal de Contas do Estado (TCE) realizada na semana passada, na qual todas as unidades analisadas não apresentaram nenhum Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiro (AVCB) dentro do prazo de validade.
O assunto começou após o TCE ter divulgado diversos relatórios sobre alguns apontamentos e irregularidades nos hospitais municipais e estaduais, Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e Unidades Básicas de Saúde (UBS). Na região foram fiscalizadas nove unidades em cinco municípios, Arujá, Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes e Suzano.
Em Arujá, foi fiscalizado o Hospital e Maternidade Municipal Dalila Ferreira Barbosa, que não apresentou AVCB e apontou um banheiro irregular. No entanto, a prefeitura de Arujá informou ontem que tanto o processo de renovação do documento quanto a manutenção do sanitário já estão em andamento.
Ferraz afirmou que a vistoria no Hospital Regional Dr. Osíris Florindo Coelho é de responsabilidade do governo de São Paulo e não do município. A respeito dos banheiros, o Estado afirmou que há limpeza ao menos duas vezes por dia. Sobre o AVCB, disse estar providenciando a obtenção e que segue à disposição do TCE para prestar todos os esclarecimentos necessários.
Itaquaquecetuba recebeu três vistorias surpresa em unidades diferentes do município, uma no Centro de Saúde (CS) 24 horas, na UPA Sadako Sedoguti e no Hospital Santa Marcelina. Questionada sobre as irregularidades apontadas, a prefeitura informou que não recebeu o relatório ainda, mas assim que receber os dados, as medidas necessárias serão tomadas.
Em Mogi, a prefeitura informou que os AVCBs já estão sendo providenciados pela Secretaria Municipal de Saúde, em conjunto com as Organizações Sociais responsáveis pelo gerenciamento do Hospital Municipal, em Brás Cubas, e da UPA Corasi Alves de Andrade, no Oropó.
Já a Prefeitura de Suzano afirmou que as medidas necessárias sobre o AVCB já estão sendo tomadas e serão adequados em todos os prédios da rede municipal de saúde, incluindo o Pronto Socorro Municipal e o Pronto Atendimento de Palmeiras, que foram fiscalizados. Sobre o atendimento na unidade de Palmeiras, o Executivo explicou que existe uma classificação de risco nos atendimentos, conforme a gravidade do caso, não só por ordem de chegada, como foi apontado pelo TCE na semana passada.
* Texto supervisionado pelo editor.