Mais uma opção de transporte por aplicativo já está funcionando em Suzano, Ferraz de Vasconcelos e Poá com 150 motoristas. Trata-se da Garupa, fundada em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, que já opera em 80% dos municípios do Estado gaúcho.
O sócio-operador da plataforma no Alto Tietê, Marcos José Avelino, que mora em São Paulo mas pretende se mudar para alguma cidade da região, disse que, em reunião com representantes da Secretaria de Transportes de Poá, foi cogitada a hipótese de apresentar uma regulamentação usada em algumas cidades do sul do país para os representantes do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat), unificando o serviço de transporte por aplicativo nas dez cidades da região.
Os principais pontos da legislação que podem ser apresentados ao consórcio, são a obrigatoriedade da empresa possuir uma sede na cidade onde atua e a abertura dos dados dos motoristas para que a administração tenha certo controle.
Segundo o sócio-operador da plataforma, os conflitos entre a administração municipal e as empresas do segmento não são exclusividade das cidades da região, como Mogi das Cruzes, por exemplo. Para Avelino, a solução para essas divergências pode ser a lei apresentada pela Garupa às Secretarias de Transportes, apontada pela empresa como símbolo de modelo justo de regulamentação.
"Tivemos a intenção de iniciar as atividades na região em Arujá e Santa Isabel, mas definimos depois essas três cidades", relembrou Avelino. Vale ressaltar que os três municípios são os únicos do Estado de São Paulo a contar com o serviço prestado pela Garupa, por motivos estratégicos. "Poá por ser uma cidade não muito grande e boa para se trabalhar e Ferraz por ser passagem de muitas pessoas que vão para São Paulo", explicou.
Parceria
Uma das ações que a Garupa implementa em todas as cidades que se instalam é a parceria entre a empresa com as prefeituras e a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae). Em cada corrida solicitada, o passageiro recebe uma notificação se ele gostaria de doar R$ 0,30 para a Apae da cidade onde a corrida foi solicitada. Segundo Avelino, as prefeituras e a entidade gostam muito deste projeto. "Este é um dos lados sociais da empresa", completou o sócio-operador.
*Texto supervisionado pelo editor