Com o objetivo de manifestar a diversidade, hoje acontece a 2ª Parada do Orgulho LGBT na avenida Cívica, em Mogi das Cruzes, organizada pelo Fórum Mogiano LGBT, que luta pelos direitos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, mulheres transexuais e homens trans. A concentração terá início às 10 horas e a abertura oficial acontecerá ao meio-dia. A expectativa é de que entre 6 a 7 mil pessoas participem do evento.
O tema da Parada este ano é "Stonewall vive: 50 anos de resistência LGBT", que remete a uma série de manifestações ocorridas em 28 de junho de 1969, realizadas por integrantes da comunidade LGBT contra a polícia de Nova York, nos Estados Unidos, que invadiu o bar Stonewall Inn, de forma violenta. "É um evento que inda não agrada a todos, mas é uma mobilização social de luta para mostrar que nós existimos e estamos aqui querendo respeito", destacou a psicopedagoga Alexandra Braga, que também é coordenadora do Fórum Mogiano LGBT e apresentadora oficial da Parada em Mogi.
O evento é gratuito e aberto para todos os públicos. "Ainda há muita resistência dos munícipes com relação ao evento, muitos falam que a prefeitura está gastando dinheiro com uma coisa banal, mas não é bem assim. Tivemos apoio para conseguir banheiros químicos e os caminhões de som nós fomos contemplados com a doação de um empresário que não quis se identificar e do evento Mais Orgulho", explicou Alexandra.
A Parada tem previsão de término às 18 horas e durante todo o dia haverá apoio da Polícia Militar (PM) e da Guarda Civil Municipal (GCM). No ano passado, 5 mil pessoas participaram do evento, que teve como tema "Nosso voto, nossa voz! Respeito Já!", para promover a participação da comunidade LGBT na política.
São Paulo
No mês passado, uma multidão celebrou a 23ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo. De acordo com estimativa dos organizadores, cerca de 3 milhões passaram pelas avenidas Paulista e Consolação ao longo do dia, o mesmo número do ano passado.
O evento foi marcado por críticas ao presidente Jair Bolsonaro, que reiteradamente declarou-se contrário a causas do movimento LGBT, como o reconhecimento do casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Protestos
Gritos de guerra com as palavras "resistência" ou com mensagens críticas ao presidente foram puxados por boa parte dos 19 trios elétricos .
Além disso, cartazes e broches com o lema "LGBT contra Bolsonaro" estavam sendo distribuídos aos participantes.
A Parada do Orgulho LGBT de São Paulo é considerada a maior do mundo.