A greve geral marcada para hoje irá mover sindicatos e simpatizantes que protestarão contra algumas pautas que estão em discussão atualmente no Congresso Nacional, como a proposta da reforma da Previdência, e a favor de melhorias na Educação do país. Em Mogi das Cruzes, o Sindicato dos Bancários, dos Papeleiros, dos Servidores Públicos, dos Metalúrgicos e Rodoviários, por exemplo, são as entidades que aderiram à greve.
Em contraponto da manifestação realizada em maio deste ano por apoiadores do presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), solicitando agilidade na questão da reforma da Previdência, o pacote anticrime do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e a medida provisória 870, que trata sobre a reforma Administrativa, a greve de hoje tem objetivo completamente diferente, protestando contra essas ações. "No Alto Tietê temos vários sindicatos na adesão da greve, como o dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp)", informou o secretário geral do Sindicato dos Papeleiros e coordenador da Central Única dos Trabalhadores (CUT), de Mogi, Miguel Aparecido do Espírito Santo.
Apesar dos manifestos de hoje, somente no final do dia será possível saber quantas pessoas participaram da greve, já que o impacto maior começou a ser sentido por volta da meia-noite, com a parada de parte do transporte público. Miguel Aparecido afirmou que o peso maior durante a greve deverá ser sentido em razão da paralisação do Sindicato dos Rodoviários, já que muitas pessoas dependem do transporte até mesmo para chegar às manifestações. "Vamos ter um impacto maior, mas vamos estar na porta das empresas conversando com os trabalhadores. Os bancários, por exemplo, estarão a partir das 8 horas na porta das agências e teremos um encontro no Largo do Rosário a partir das 9 horas, onde todos os sindicatos vão se reunir e fazer uma caminhada", explicou. Em Suzano, a partir das 9 horas os sindicatos também se reunirão na praça dos Expedicionários para a manifestação. A paralisação conta com a adesão de diversas entidades que representam os trabalhadores.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários de Mogi e Região, Cleiton Pereira, 14 agências de Mogi e 17 de Suzano participarão dos protestos. "Nós vamos retardar a abertura das agências e a nossa participação é importante contra a reforma da Previdência. É bem provável que as agências abram só depois das 13 horas", afirmou.