Um pediatra, de 54 anos, que atendia no Pronto Atendimento (PA) Irio Taino, em Biritiba Mirim, foi preso no último dia 28 pela Polícia Civil com suspeita de estupro de vulnerável. Em depoimentos, dois pais afirmaram que ele teria se aproximado da famílias, levado as adolescentes para viajar e presenteado as jovens com celulares. As jovens que o médico teria abusado têm entre 12 e 13 anos.
A Prefeitura de Biritiba informou que o profissional trabalha no município há 16 anos e que durante esse tempo não houve nenhuma denúncias. De acordo com os depoimentos das famílias, o médico sempre foi solicito em ajudar as jovens quando elas estavam com algum problema de saúde. Com essa convivência, o profissional teria começado a frequentar - e dormir - na casa das famílias, com o consentimento.
A polícia informou que ainda neste ano, quando estava hospedado na casa de uma das famílias, o médico comprou comidas e bebidas para elas e depois de leva-las ao cinema, o médico foi convidado a passar a noite na casa da família.
O pai de uma das supostas vítimas disse que, no dia seguinte, por volta das 5 horas, encontrou a filha na cozinha lavando as mãos em estado de choque, pois o médico teria segurado a mão dela por dentro da bermuda que usava. Após o episódio, a menina voltou a dormir, mas alegando estar com medo. O suspeito não teria mais procurado a família.
Uma outra mãe alegou, em depoimento, prestado no final do mês passado, que começou a desconfiar do médico quando a filha de 12 anos disse que ele não gostava de leva-la em passeios, que eram frequentes, com a companhia do irmão mais velho de 17.
*Texto supervisionado pelo editor.