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A Fundação do ABC, que iniciou a gestão do Hospital Municipal de Mogi das Cruzes (HMMC) nesta semana, afirmou ontem que a empresa absorveu mais de 90% do quadro de funcionários que atuava sob o comando da antiga gestora, a Pró-Saúde. A Fundação ABC informou, ainda, que não houve nenhum tipo de paralisação no serviço do HMMC.
Segundo informação da atual administradora, a antiga gestora do HMMC teria demitido todos os funcionários do HMMC, porém, os funcionários que se enquadravam na "filosofia de trabalho" da atual gestão foram absorvidos.
A reportagem participou de dois atos realizados pelos funcionários da Pró-Saúde nesta semana, que se organizaram para obter mais respostas em relação à transição da administração do hospital. Segundo os funcionários, em matéria produzida pelo jornal Mogi News, falta informações sobre a rescisão de contratos, que vem impedindo ex-funcionários de atuarem em novos empregos, além do pagamento de salários.
Questionada sobre a situação dos funcionários demitidos que estão sem receber as suas devidas rescisões e que também se encontram sem a baixa na Carteira de Trabalho pela empresa Pró-Saúde, a Prefeitura de Mogi das Cruzes afirmou que aguarda a entidade honrar com o pagamento de todos os direitos trabalhistas dos funcionários e, caso for necessário, estudará medidas jurídicas para assegurar que os trabalhadores tenham todos os seus direitos garantidos.
Anteontem, o jornal publicou matéria sobre os funcionários do hospital que trabalham no HMMC como "Jovem Aprendiz" e que estiveram no Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) de Mogi das Cruzes para cobrar solução, já que estão sem receber vale-transporte. Ontem, o CIEE explicou que está apurando as informações com a Pró-Saúde e que dará o suporte necessário aos aprendizes que estão passando pelo transtorno.
Em nota, a entidade Pró-Saúde reforçou que os esforços estão voltados para uma transição de gestão que assegure o pleno atendimento à população e, prioritariamente, para a situação dos colaboradores do Hospital Municipal de Mogi das Cruzes (HMMC), cabendo ressaltar que a revogação da liminar não extingue o processo em andamento, sendo certo que todos os elementos irregulares alegados pela entidade deverão ser apreciados pela Justiça e que poderá resultar em um novo processo de seleção para gestora do HMMC.
*Texto supervisionado pelo editor.
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