Desde o começo do ano até abril, 1.359 motoristas de Mogi das Cruzes tiveram direito de dirigir suspenso. Durante todo o ano de 2017 foram 4.777 condutores que perderam temporariamente o direito de dirigir, já no ano passado, a quantidade diminuiu para 3.807. Caso o restante do ano seja um reflexo do que foi o primeiro quadrimestre, Mogi pode ter até dezembro cerca de 5,43 mil condutores impedidos temporariamente de guiar um automóvel. Prevalecendo esse prognóstico, o aumento será de 13,8% na comparação com 2017 e 42,8% em relação ao ano passado. Os dados são do Departamento Estadual de Trânsito (Detran)
Em todo o Alto Tietê, durante o primeiro quadrimestre, deste ano 4.305 Carteiras Nacionais de Habilitação (CNH) foram suspensas. Em contraponto, durante todo o ano de 2017, 14.663 CNHs foram suspensas na região e no ano passado, 11.591. Se mantiver o mesmo ritmo do primeiro quadrimestre, 2019 poderá terminar com mais de 17,2 mil CNHs suspensas, um aumento de 49,5% em relação ao ano passado e 17,8% na comparação com 2017.
Após Mogi, Suzano aparece como a segunda cidade com mais motoristas suspensos: 834 no primeiro quadrimestre deste ano. No entanto, durante os 12 meses de 2017, 2.609 motoristas tiveram a habilitação suspensa e em 2018, 2.112.
Outra cidade que apresentou um número significativo de suspensões é Itaquaquecetuba, com 727 de janeiro a abril deste ano. No ano passado, foram suspensas 1.879 e em 2017, 2.463, ou seja, houve uma queda de 23% nos casos. Em Ferraz de Vasconcelos, 400 CNHs foram suspensas em 2019, porém, durante todo o ano passado foram 1.136 e em 2017, 1.459. Já em Poá, 377 motoristas tiveram, até abril deste ano, as habilitações suspensas. Em Arujá esse número chegou a 308.
Os municípios que registraram menos casos são Santa Isabel e Biritiba Mirim. A primeira, por exemplo, teve 135 CNHs suspensas de janeiro a abril deste ano, enquanto que a segunda, que também contabiliza os números das habilitações de Salesópolis, teve 61 motoristas com direito de dirigir suspensos.
De acordo com o Detran, o condutor tem a habilitação suspensa por dois motivos: quando atinge ou ultrapassa os 20 pontos dentro de 12 meses ou comete uma única infração gravíssima. "Atualmente, o tempo mínimo de suspensão de dirigir é de seis meses. A lei mudou em novembro de 2017. Antes, o mínimo era de um mês, dependendo das infrações e do histórico do condutor", informou o órgão.
Posteriormente, o condutor terá a CNH de volta e poderá voltar a dirigir apenas se apresentar o curso de reciclagem. Em contraponto, a situação pode mudar, já que o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL) apresentou ontem um projeto que amplia a quantidade de pontos na habilitação, ou seja, o limite de 20 passaria para 40. Além disso, a proposta também indica o aumento da validade do documento.