O governo do Estado de São Paulo afirmou ontem, em um evento com diversas secretarias envolvidas no caso dos assassinatos da Escolas Estadual Professor Raul Brasil, que todas as famílias de vítimas do atentado de Suzano, ocorrido em 13 de março, aceitaram a proposta de indenização feita pelo poder público. Segundo as informações, 45 pessoas selecionadas estão sendo indenizadas. Os valores não foram divulgados, porém, o governador João Doria (PSDB) havia estipulado de R$ 100 mil logo após o ataque.
Segundo o defensor Público Geral, Davi Depiné, as famílias dos 11 jovens que ficaram feridos já receberam a indenização e, de acordo com o defensor, dois pais foram indenizados, além dos filhos, pois de acordo com ele, seria uma ajuda aos pais que deixaram de trabalhar para auxiliarem os estudantes feridos.
Entre as famílias das sete vítimas fatais, 32 pessoas receberam ou vão receber a indenização fornecida pelo Estado. Depiné afirmou que uma família está com os documentos regulares e que deve receber o valor em breve.
O defensor informou ainda que, ao todo, foram atendidas 235 pessoas, considerando vítimas e familiares diretamente relacionados ao atentado e demais moradores. Desse total, 45 foram selecionados para a indenização.
A procuradora geral do Estado, Lia Porta Corona, afirmou que o governo se dispôs a ajudar as famílias logo após o ocorrido. "Em menos de 30 dias, a primeira família recebeu a indenização. O processo foi muito rápido graças à família, que conseguiu juntar todos os documentos, e o Estado que se dispôs a ajudar todos os familiares'', disse.
Segurança
O secretário de Estado da Educação, Rossieli Soares, explicou que o Executivo paulista está estudando novas opções de segurança, tanto na Raul Brasil como em todas as escolas de São Paulo. "Nós estamos trabalhando com a Secretária (de Estado) da Segurança e nosso desejo é integrar com todo sistema de segurança do Estado. Estamos estudando também aprimoramentos com a própria Secretaria de Segurança e com a Prefeitura de Suzano para a possibilidade de criar um convênio'', afirmou.
A reportagem questionou o secretário sobre a possibilidade de serem instalados "botões do pânico'' similares aos instalados em 73 escola municipais de Suzano. "Estamos em discussão final com alguns avanços com a Secretaria de Segurança e inclusive com a possibilidade de desenvolvimento de um botão do pânico para as escola estaduais, não só de Suzano, mas trabalhar em todas as escolas do estado''.
Estavam presentes também na coletiva o secretário de Estado da Justiça e Cidadania, Paulo Dimas Mascaretti, o secretário de Estado da Saúde, José Henrique Germann e a primeira subdefensora Pública Geral, Juliana Delloque.
*Texto supervisionado pelo editor.