A mobilidade urbana é uma das prioridades dos brasileiros, seja na utilização de carros, ônibus, caminhões ou motocicletas e isso se reflete diretamente no aumento de veículos nas ruas. Em Mogi das Cruzes, por exemplo, até o final de abril, a frota de veículos aumentou em 4,9% se comparado com a registrada no final de dezembro de 2017. Atualmente são 248.454 e em 2017, eram 236.793. Na comparação com 2018 houve um aumento de 1,26%, Na ocasião havia 245.340 veículos. Os dados são do Departamento Estadual de Trânsito do Estado de São Paulo (Detran).
Em todo o Alto Tietê, por exemplo, só nos primeiros quatro meses deste ano a frota chegou a 770.564 veículos. Esse número indica um aumento de 5% se comparado com dezembro de 2017, quando a frota regional fechou o ano com 731.854.
Suzano é o segundo municio em quantidade de veículos registrados, com uma frota de 141.939 para este primeiro quadrimestre. Se comparado esse número com o registrado em 2017 é visível um aumento de 5,6%. Nos doze meses do ano passado a cidade registrou uma 139.788 veículos.
A frota de Itaquaquecetuba também é alta, tendo de janeiro a abril deste ano 125.536 veículos, um aumento significativo de 7,5% quando comparado com a frota composta em 2017, quando eram 116.673 veículos. Já em 2018, o município chegou a contar com 122.961 veículos. Em abril deste ano, Ferraz de Vasconcelos registrou 71.355 veículos na frota; em 2017 foram 68.196 e em 2018, 70.491.
Em Poá, a frota de veículos cresceu em 4,4% de 2017 para o primeiro quadrimestre deste ano. Respectivamente, foram registrados 51.791 e 54.110 veículos. De acordo com o Detran, a frota em Arujá para abril deste ano é de 56.588, 3% maior do registrado em 2017, quando haviam 55.018 veículos.
Para o diretor do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (Seesp), o engenheiro Edilson Reis, que também é membro do Conselho Assessor de Transporte, Trânsito e Mobilidade Urbana da entidade, o aumento da frota pode ser explicado pela falta de infraestrutura no transporte coletivo, o que faz com que os passageiros prefiram o uso de veículos e não de ônibus. "O Poder Público tem que oferecer uma melhor infraestrutura, porque os passageiros querem agilidade, querem chegar no horário certo do trabalho, mas as condições oferecidas não são possíveis", disse. Pela falta de infraestrutura os passageiros não se sentem à vontade em enfrentar um transporte coletivo, por isso acabam tirando os carros da garagem. "É preciso descentralizar os postos de trabalho para que as pessoas trabalhem perto de suas casas e não fazer longas viagens", destacou.
Fluidez
Os passageiros buscam fluidez no trânsito, por isso, optam por utilizar veículos particulares. Uma alternativa que deu certo são os transportes por aplicativo. Reis explicou que a compra de carros hoje, por exemplo, está atrelada à procura pelo transporte por aplicativo. "A demanda cresceu muito nesse tipo de serviço, porque ele dá a hora que você pode chegar no seu destino. Muitos falam que os táxis perderam clientes por causa disso, mas na verdade foi o transporte coletivo. O futuro já está aqui", finalizou.