O secretário da Saúde de Ferraz de Vasconcelos, Aloísio Lopes Priuli prestou contas ontem da aplicação de recursos no setor no primeiro quadrimestre, na câmara municipal, no centro. No último dia 30, a apresentação da gestão financeira no período fora cancelada por conta da ausência do titular da pasta que alegou problemas de saúde.
De acordo com o órgão, nos primeiros quatro meses deste ano, a rede municipal de saúde produziu 273.938 procedimentos médicos. No mesmo período, o órgão aplicou de recursos próprios R$10,6 milhões e mais R$3,5 milhões transferidos pela União ao Fundo Municipal de Saúde (FMS) gerando um total de R$14,1 milhões.
Em geral, o setor empenhou R$30,7 milhões ou 43,39% e liquidou R$10,9 milhões, o que representa 15,39%, ou seja, um pouco a mais do limite mínimo constitucional de 15%. Em contrapartida, a Secretaria da Saúde estima que até o final do ano esse teto poderá chegar a cerca de 20% e, portanto, mais uma vez a cidade cumprirá o seu papel de aplicar mais de 15% da receita própria de impostos.
Na audiência pública, o secretário Aloísio Lopes anunciou que dentro de dois meses poderá estar concluído o chamamento público para a contratação de uma Organização Social de Saúde (OS) para gerir em parceria alguns setores da área como, por exemplo, o programa Estratégia de Saúde da Família (ESF). A entrada de uma OS no sistema é uma alternativa para enfrentar a falta de servidores em geral.
Crítico desse modelo, o presidente da Comissão Permanente de Saúde, Educação, Cultura, Lazer e Turismo (CPSECLT) da Casa, vereador Renato Ramos de Souza (Cidadania) disse que o colegiado vai acompanhar de perto o desenrolar da futura parceria. Coordenador dos trabalhos da audiência pública, ele agradeceu a presença do secretário, de funcionários e da comunidade.