Os taxistas que atuam no Alto Tietê iniciaram ontem a campanha "Taxista é profissão e não bico", com o objetivo de conscientizar a população sobre as dificuldades da classe. Adesivos estão sendo disponibilizados para os taxistas da região para que, colados em seus veículos, possam protestar contra a "banalização da profissão", como indica o presidente do Sindicato dos Autônomos de Mogi das Cruzes e Região, Sandro Monfort.
A iniciativa teve início em Mogi há alguns dias e hoje a distribuição dos adesivos começa a ser feita em Poá, Suzano e Ferraz de Vasconcelos. Com isso, o representante da classe espera que, aos poucos, toda a região participe do movimento.
Monfort, presidente do sindicato, pede mais respeito do Poder Público e Judiciário com a categoria. "Para o taxista exercer a atividade em qualquer lugar do país é necessário o cumprimento de uma série de exigências, fato que não é visto pelas empresas de aplicativo", considerou o presidente do sindicato.
Assim que as empresas de transporte por aplicativos, como a Uber e 99, começaram a prestar o serviço no Brasil, uma intensa disputa por clientela teve início. A situação foi vista também no Alto Tietê, quando os motoristas de diferentes plataformas chegaram até as vias de fato. Com a lei municipal do final do ano passado, os ânimos se acalmaram, mas ainda há muita reclamação por parte dos taxistas, que vêem no transporte por aplicativo uma concorrência desleal, como destacou o presidente do Sindicato dos Taxistas de Mogi das Cruzes, Sandro Monfort, avaliando ainda como incoerente o excesso de interferência do Poder Judiciário nas decisões do Executivo, já que, segundo ele, a Justiça estaria concedendo liminares para os motoristas de transporte por aplicativo de Mogi, autorizando que esses possam prestar o serviço independentemente das legislações municipais. "Parece que estamos nadando, nadando e morrendo afogados na beira da praia", disse Monfort sobre a situação. "As duas atividades prestam o mesmo serviço (transporte por aplicativos e taxistas) mas não estão sendo feitas as mesmas exigências, o que torna a situação injusta", completou.
*Texto supervisionado pelo editor.