As secretarias de Saúde e de Educação estão realizando em parceria um projeto de combate ao bullying nas escolas municipais. Duas unidades já foram atendidas com a medida: Cybele Paiva Valsecchi e Margarida de Camillis. Aproximadamente 500 estudantes já participaram de atividades que têm como objetivo estimular uma cultura de paz nas instituições de ensino.
"Iniciamos o projeto no mês de março. A ideia é fazer encontros com os alunos e trabalhar as temáticas: bullying, violência, comunicação violenta, automutilação e suicídio. O objetivo é que os alunos tenham a percepção dos seus comportamentos e se suas ações têm sido prejudiciais ou no tratamento ao próximo", explicou o vice-prefeito e secretário de Saúde, Marcos Ribeiro da Costa, o Marquinhos Indaiá.
A assistente social da Secretaria de Saúde, Flávia Verdugo, explicou que novas agendas estão sendo programadas junto à Secretaria de Educação para atender mais escolas e o trabalho será dividido em encontros com os alunos, professores e com os pais. "Este é um projeto piloto e está sendo formatado. O nosso exemplo será um método de trabalho realizado da Finlândia, que se chama 'Kiva', e não se concentra exclusivamente no confronto entre o agressor e a vítima. O foco é dirigido para o espectador, que participava indiretamente do abuso em questão e o reforça. O propósito do método é fazer com que os espectadores não participem diretamente nessas situações de bullying", explicou Flávia.
Desenvolvido na Universidade de Turku, na Finlândia, e fundado em pesquisas específicas, o método "Kiva" é financiado pelo Ministério da Educação e da Cultura. A eficácia do programa foi demonstrada por meio de um estudo aleatório controlado, realizado em larga escala.
O programa "Kiva" compreende simultaneamente ações focadas e outras de ordem mais geral, destinadas tanto a prevenir o fenômeno do bullying quanto a tratar os casos de perseguição identificados nos estabelecimentos de ensino. "Comprovou-se que foi reduzido significativamente o número de casos de bullying ou vitimização relatados pelas próprias vítimas ou por outros alunos. O programa intervém em vários tipos de intimidação, especialmente as agressões verbais, físicas e a perseguição eletrônica. É projeto incrível e que estamos buscando trabalhar nas escolas de Poá", acrescentou Flávia.