A partir das 10 horas de hoje, alguns professores de escolas estaduais de Mogi das Cruzes farão um ato no Largo do Rosário para se manifestarem contra os cortes de investimentos na educação, a reforma da Previdência e em busca de melhorias e defesa do ensino público brasileiro. Além da ação, que irá durar até o meio-dia, haverá também uma paralisação dos professores que deixarão de dar aulas hoje. O corte de 30% no orçamento foi anunciado pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, em 6 de maio. Dias antes, o governo federal havia informado que somente as universidades federais seriam atingidas, o que não se concretizou. 
A coordenadora da subsede do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) de Mogi, Inês Paz, afirmou que somente após a manifestação poderá detalhar número de participantes. "Por enquanto, nós não sabemos ainda quantas pessoas participarão da paralisação, apenas depois da ação conseguiremos fazer uma contagem", afirmou. Ainda segundo ela, alguns professores da Escola Técnica Estadual Presidente Vargas, da Vila Sud Menuci, também vão aderir ao movimento.
Segundo a Secretaria de Estado da Educação, todas as aulas amanhã serão mantidas normalmente. As escolas municipais também não têm previsão de participação da paralisação e as aulas seguirão normalmente. 
Suzano
O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia São Paulo (IFSP), de Suzano, também vai paralisar as atividades hoje, a partir das 9 horas, em razão dos cortes no orçamento da Educação promovidos na semana passada.
Na programação, também haverá uma concentração de servidores, estudantes e professores na Praça dos Expedicionários, região central da cidade. Em seguida, uma passeata com a distribuição de folhetos explicativos à comunidade deverá ocorrer pelas ruas. À tarde, as atividades de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidas no câmpus serão apresentadas à comunidade, com exposição de trabalhos na praça João Pessoa, no centro de Suzano.
*Texto supervisionado pelo editor.