O departamento jurídico da Santa Casa de Misericórdia de Suzano entrou com recurso no Tribunal Superior do Trabalho (TST) de Brasília para evitar que o local vá a leilão em 2 de julho, após decisão do Tribunal Regional de Trabalho (TRT), que anunciou nesta semana, o leilão do prédio da unidade, no valor de R$ 20 milhões. De acordo com a administração municipal, esforços estão sendo realizados para barrar a decisão.
No período de 1994 a 2016, a Santa Casa de Suzano acumulou 643 ações trabalhistas, o que resultou na decisão da 2ª Vara do Trabalho a leiloar o prédio, que em 2016 já havia sido penhorado. Já em 2017, quando a atual governo iniciou o mandato, havia uma dívida de mais de R$ 30 milhões em processos trabalhistas, conforme divulgado ontem à reportagem. "Com isso, a atual gestão deu início a duas medidas: jurídica, com a realização de acordos; e financeira, com pagamento das ações. Ao todo, foram quitadas 210 ações, chegando ao valor de R$ 8.849.554,95. Nenhuma outra ação contra a entidade foi aberta desde janeiro de 2017", esclareceu o Executivo.
O momento conturbado pode se refletir em outras Santas Casas da região, como por exemplo, a de Mogi das Cruzes, que atende cerca de 20 mil pacientes por mês, entre Pronto-Socorro (PS) e Ambulatório de Especialidades. A unidade já chegou a ter superlotação da maternidade, já que a demanda de outros municípios é atendida no hospital. A Santa Casa de Mogi afirmou que todas as dívidas estão negociadas e em dia, mas não deu detalhes como um hipotético fechamento da unidade de Suzano afetaria a entidade. A reportagem também procurou as Santas Casas de Guararema e Salesópolis, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.