A polêmica envolvendo o benefício do passe escolar aos professores de escolas municipais e estaduais de Mogi das Cruzes voltou a ser assunto ontem em plenário. O vereador Caio Cunha (PV), que teve um requerimento aprovado anteontem, no qual pedia informações à prefeitura sobre a quantidade do benefício entregue aos docentes nos anos de 2016, 2017 e 2018, teve dois novos requerimentos rejeitados pelo Parlamento. Ambos também pediam informações ao Executivo sobre o transporte municipal: um sobre a composição de custos da tarifa e outro sobre auditabilidade das empresas prestadores de serviços.
O fato de que o benefício concedido aos professores era uma cortesia das empresas fez com que o vereador protocolasse os requerimentos. "Estou perguntando isso porque quando a empresa apresenta a planilha de custos coloca a gratuidade do passe escolar, então quero saber quanto dessa cortesia para os professores está embutida no volume apresentado pelas empresas", explicou Cunha.
A resposta enviada pelo secretário de Transportes, José Luiz Freire de Almeida, na semana passada para a Comissão Permanente de Transporte, sobre as gratuidades do transporte público, voltou a ser citada em plenário pelos vereadores. "Solicitei algumas informações à Secretaria de Transportes durante audiência que tivemos e na semana passada a resposta foi lida em plenário e colocada à disposição de todos os vereadores, as informações sobre as gratuidades e o quanto representam", disse Mauro Araújo (MDB).
Para Antonio Lino (PSD) o momento é de discutir se o benefício do passe escolar pode ser revisto aos professores e não de ataques em plenário. "O momento é de tentar voltar o passe dos professores, eu posso brigar pelo municipais e conversar com os deputados estaduais para pedir apoio e ver se conseguimos algo para que os professores sejam inseridos nesse processo novamente", destacou. (L.P.)