O fim da baldeação no trajeto que liga a estação Estudantes, de Mogi das Cruzes, com a estação Luz, em São Paulo, completou um mês na quinta-feira passada e os entrevistados ouvidos pela reportagem, apesar de elogiarem a nova implantação, sugerem melhorias relacionadas à superlotação dos trens, problema que só aumenta com o passar do tempo.
Bruno Lourenço, de 21 anos, desempregado, disse que não utiliza os trens diariamente, mas já consegue perceber os benefícios do Expresso Leste, embora ache que há pontos a serem melhorados. "Eu peguei o trem por volta das 7 horas e estava muito lotado. Se passassem em intervalos mais curtos, ajudaria muito porque menos pessoas estariam concentradas em um lugar só", propôs.
O bombeiro Lucas de Souza, 19, disse que espera pelo fim da baldeação desde o ano passado. "Embora existam todas essas melhorias, a superlotação ainda é muito recorrente, principalmente porque a Luz é um dos pontos de São Paulo que mais tem aglomeração de passageiros", pontuou.
Jeferson Gomes, 25, trabalha em Mogi como repositor e também disse que o único problema ainda é a grande quantidade de pessoas em um só trem. "Esse problema sempre existiu e é algo que incomoda muito, embora a implantação do Expresso Leste tenha ajudado um pouco", explicou.
Em contradição, o auxiliar de biblioteca, Gustavo Pereira, 24, disse que sentiu uma melhora na quantidade de pessoas por vagão. "Para mim ficou muito bom, pois percebi os trens não tão cheios, pelo menos nos horários que eu utilizo", contou.
Implantação
Como já divulgado pelo Mogi News, nos primeiros dias da ampliação do serviço dos trens do Expresso Leste, da Linha 11-Coral, o fluxo de passageiros transportados entre as estações Guaianases e Estudantes passou de 230 mil para 240 mil pessoas por dia útil, segundo a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Esse aumento representou 4% na quantidade de usuários.
*Texto supervisionado pelo editor.