Os professores das escolas municipais e estaduais que utilizam o transporte coletivo em Mogi das Cruzes terão de volta o Passe Escolar, benefício cortado pela empresa Mogi Passes na semana passada aos docentes que já recebem vale-transporte ou ajuda de custo - neste último caso se enquadram aos professores da rede estadual. O prazo para o recadastramento dos professores é até o dia 31 de julho.
A informação foi divulgada ontem pelo secretário de Transportes, José Luiz Freire de Almeida, durante o início das obras da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Jundiapeba (leia mais abaixo).
Almeida se reuniu com as empresas do transporte coletivo para alinhar a ação. "Recebi uma ordem do prefeito Marcus Melo (PSDB) para conversar com a diretoria da empresa Mogi Passes, na tentativa de reverter à decisão, para que os professores pudessem manter o benefício no transporte. O prefeito foi totalmente contra a atitude da Mogi Passes. Agora, basta fazer o recadastramento para que a situação volte ao normal", garantiu o secretário.
Almeida reforçou que é importante que os professores façam o recadastramento para não correrem o risco de perder o prazo. "Todos os docentes que tiverem os dados cadastrados nas escolas não perderão o benefício, agora, quem não fizer o recadastro até o prazo estipulado pode ter o passe cancelado", alertou.
Para o chefe do Executivo mogiano, o bloqueio dos passes foi uma situação injusta. "Solicitei ao secretário de Transportes para resolver essa situação, pois não é justo com os professores cortar o benefício, ainda mais sem aviso prévio", afirmou Melo.
Para a coordenadora do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Inês Paz, a normalidade da situação é uma vitória para os professores. "Fico muito aliviada em saber que as conversas que tivemos com a prefeitura e empresa surtiram efeito. Os professores precisam dessa ajuda, caso contrário, não teriam condições de irem trabalhar. Foi uma conquista importante e significativa", comemorou Inês.