Ao que parece, várias organizações, públicas e privadas, estão reunindo esforços para encontrar uma solução para a demanda de coleta e destinação do lixo produzido em Mogi das Cruzes. O que confirma essa situação é a parceria entre a concessionária CS Brasil, que atualmente presta os serviços de limpeza urbana, mas cujo contrato termina em agosto de 2020, e a empresa de infraestrutura urbana Promulti.
Em consórcio, as empresas participaram de um Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) com o objetivo de apresentar estudos acerca da viabilidade técnica, econômico-financeira e jurídica dos serviços de limpeza pública no município.
Os relatórios com as análises dos resultados obtidos pelas pesquisas realizadas pelo consórcio serão apresentados à prefeitura e à população mogiana em audiência pública agendada para a próxima terça-feira.
Na oportunidade, além de abordar os aspectos técnicos para o tratamento e destinação final de resíduos da cidade, serão colocados os benefícios ambientais e a análise das legislações municipal, estadual e federal aplicáveis, as quais poderão ou não vir a ser implementadas, conforme decisão do município.
A CS Brasil deixou claro, porém, que os estudos apenas apresentarão o parecer do consórcio e que a empresa não participa da execução do plano em si. A contratação de empresa para prestação dos serviços não é objeto da PMI.
Também enfrentando os desafios impostos pelo lixo mogiano, a Associação de Engenheiros e Arquitetos de Mogi das Cruzes (AEAMC) se reúne hoje com os responsáveis técnicos da entidade para reunir as informações que serão apresentadas na audiência pública.
Aterro descartado
O prefeito Marcus Melo (PSDB) afirmou recentemente que a cidade não compactua com a ideia de um aterro no município. "Não tem nada de instalação de aterro, nós somos contra, isso já foi falado vários vezes e as pessoas pegam um assunto velho e querem requentar'', lamentou.
*Texto supervisionado pelo editor.