O projeto que visava o empréstimo de US$ 30 milhões, aproximadamente R$ 119 milhões, à Prefeitura de Poá por meio de uma instituição financeira boliviana, foi barrado pela Câmara de Vereadores em sessão na noite de ontem, por e não terá continuidade. O painel eletrônico da Casa de Leis registrou um placar final de 9 a 7 contra o texto.
O montante, que seria quitado em até 15 anos, com prazo de carência de quatro, seria distribuído em quatro frentes de trabalho: A construção de um anexo a prefeitura, no valor aproximado de R$ 19 milhões, a construção de dois novos terminais de ônibus na cidade, um na região central e outra no bairro Nova Poá, necessitando de R$ 49 milhões, a reparação e manutenção asfáltica de toda a cidade, ao valor de R$ 31 milhões e por fim, a troca das lâmpadas de iluminação pública por LEDs custando do montante R$ 8 milhões. Além dessas ações, a prefeitura contaria com R$ 10 milhões para imprevistos que surgissem ao longo da execução das obras e assessoria técnica das empresas.
No sábado, ocorreu uma audiência pública para explicar quais os pontos críticos do projeto e como a aprovação seria benéfica à população. Porém, de acordo com o vereador Saulo Souza (SD), o projeto não agradou em nada os poaenses que entenderam que a administração pública tem outras prioridades que não foram nem mencionadas no plano de investimentos. "As câmeras de monitoramento, por exemplo. Temos 74 desses equipamentos, mas 71 estão desligados. A gestão não garantiu o mínimo", completou o parlamentar.
Outro ponto questionado por Souza é sobre a instabilidade do dinheiro que hoje a cidade arrecada. "Trinta por cento da arrecadação está sob liminar, isso significa que podemos perder esse dinheiro a qualquer momento". Mesmo com o governo federal agindo como fiador do empréstimo, Souza via o empréstimo como preocupante. "Caso a prefeitura não conseguisse pagar o governo cobriria a dívida, mas todo o repasse que é feito ao município não chegaria aos cofres da cidade", concluiu o parlamentar.