Com a volta das chuvas, algumas cidades do Alto Tietê sofreram pontos de alagamentos no fim de semana. Poá é uma delas, onde muitos comerciantes perderam a clientela na tarde de sábado, e, ontem, apesar do movimento ainda ser pequeno, começaram a se recuperar dos estragos.
Em uma loja de brinquedos, no centro da cidade, a equipe de reportagem conversou com o atendente Victor Guedes, de 18 anos, que revelou que os alagamentos sempre acontecem e, logo que começa a chover, eles já fecham a loja e colocam as comportas para tentar barrar a água. "Esses alagamentos atrapalham o nosso comércio, porque temos que fechar a loja e às vezes perdemos mercadorias. Desta vez, não perdi nada, mas o estabelecimento ficou muito sujo", contou.
O atendente contou que sente medo de chuvas mais agressivas nos próximos dias."Nós esperamos que as coisas melhorem, estamos esperando para ver como vai ser ao longo desta semana. Temos medo de perder as nossas mercadorias", ressaltou.
Francisco Junior, 44, é gerente e disse que a água das chuvas chegou a uma média de 80 milímetros na rua. Ele falou também sobre a ajuda das comportas nessas situações. "Na loja não entrou tanta água como a quantidade que tinha nas ruas, e graças às comportas que sempre colocamos. Mas, ainda assim, tudo ficou muito sujo aqui dentro", explicou.
Os bairros também foram atingidos. A moradora da rua Tupinambás, Maria de Lima, 57, revelou que foi umas piores chuvas que aconteceu neste ano. "Durante a chuva eu estava em casa com a minha família, e nós, rapidamente, colocamos as comportas no portão. Parece que a água vem de todas as cidades vizinhas. É assustador", lamentou.
Em Ferraz de Vasconcelos, as fortes chuvas no último sábado também atrapalharam muitos comerciantes. Eliane Napolitano, 33, é vendedora e contou sobre a dificuldade. "Assim que começa a chover, nós levantamos as mercadorias porque sabemos que elas podem ser atingidas", disse. Ela explicou ainda que precisou fechar a loja uma hora mais cedo, já que não tinham condições de reabrir no mesmo dia.
Já a gerente Talita Santos, 27, disse que não sofreu alagamentos."A rua encheu bastante, mas a minha loja não. Como nós temos um degrau alto na entrada, a água não conseguiu atingir aqui dentro. Acho que os estabelecimentos mais baixos têm mais chances de serem alagados, já que entra água com facilidade", supôs.
Apesar de as enchentes serem decorrentes na cidade, Itaquaquecetuba não teve alagamentos no sábado. O morador do bairro Marengo Baixo, Leonardo Marinho, 31, é autônomo e disse que a sua região sempre alaga. "A água nunca entrou no meu comércio, mas sempre vai até o degrau da fachada. Alguns moradores já perderam pertences em chuvas anteriores", explicou à reportagem.
Em Mogi das Cruzes, além de Jundiapeba, as ruas do Mogilar e Nova Mogi também enfrentaram enchentes no fim de semana. No entanto, em contato com o Corpo de Bombeiros, a equipe alegou que nenhuma ocorrência foi feita durante o temporal.
*Texto supervisionado pelo editor.