As buscas por mais criminosos envolvidos no ataque às agências bancárias em Guararema, na quinta-feira, resultaram em mais prisões ontem. Um quarto suspeito foi detido pela manhã e apresentado à delegacia, que coincidentemente fica ao lado de uma das agências que era alvo dos criminosos. Além disso, duas mulheres que estariam ligadas indiretamente com um dos suspeitos, também foram presas por uma equipe do Batalhão de Polícia Ambiental do Estado e levadas ao Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), na capital paulista. De acordo com a Polícia Militar, essa duas mulheres estariam na cidade para tentar resgatar este quarto suspeito que estava escondido em uma área de mata desde a ação.
O tenente da Polícia Ambiental, Alexandre Guedes, confirmou a informação de que essas mulheres teriam ligação com o suspeito, sendo que uma delas seria a namorada e outra a irmã. Segundo Guedes, as informações foram colhidas por troca de mensagens de celular. A tentativa de assalto deixou 11 suspeitos mortos durante troca de tiro com a Polícia Militar.
População abalada
Aos poucos Guararema vai retornando a normalidade. O ataque abalou a população, que na madrugada acordou assustada com os tiros.
O estudante Felipe Amaral Mafra, de 23 anos, que mora na rua Professor Raul Brasil, a três quarteirões de uma das agências atacadas, disse que acordou por volta das 3h15 com a esposa assustada, avisando que estaria acontecendo um tiroteio. "No primeiro momento eu achei que eram fogos de artifício e falei para ela voltar a dormir. Mas o som estava diferente, e deu para ouvir diversas rajadas". Segundo ele, a família ficou apreensiva durante os quase 15 minutos de troca de tiros. Mafra, que mora na cidade desde que nasceu, diz a quinta-feira foi um dia bem atípico. "Geralmente não tenho o costume de me preocupar com segurança. O portão, várias vezes, fica sem tranca durante o dia".
De fato a região central viveu momentos de tensão durante a troca de tiros entre os policias da Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota) com os criminosos que tentavam assaltar as agências bancárias.
A uma quadra de distância do local da troca de tiros, na rua Peixoto, mora o estudante Gustavo de Campos Lara, 22, que estava dormindo e acordou assustado. Lara contou que, assim como Mafra, também ouviu os tiros de forma sequencial. Para ele, os bandidos estariam tentado afastar a polícia. "Meus pais dormem no quarto com uma janela que fica de frente com a rua, no momento que os tiros começaram eles desceram com medo de uma possível bala perdida", finalizou Lara.
*Texto supervisionado pelo editor.