As cinco cidades mais populosas do Alto Tietê já registram, neste ano, 74 casos de dengue. Suzano é a cidade com mais ocorrências, contabilizando 32 confirmações e investigando outras 57, ainda estão sob suspeitas. Mogi das Cruzes é o segundo município com mais registros de dengue constatados, 19 no total.
Segundo informações da Prefeitura de Suzano, as chuvas foram o principal fator para a espalhar o Aedes aegypti. "O período chuvoso favoreceu a proliferação do mosquito em várias regiões do Estado, além do período de férias que promoveu a transição de pessoas para regiões com incidência de casos". Além disso, ainda segundo o Executivo, todas as regiões estão sendo acompanhadas pelas equipes da Vigilância de Zoonoses.
A Prefeitura de Mogi também se pronunciou sobre a situação. "Estamos mantendo atividades de prevenção como bloqueios, vistorias e Avaliação de Densidade Larvária (ADL), que são feitas pelo Núcleo de Prevenção e Controle de Arboviroses", afirmou a administração municipal.
Em Ferraz de Vasconcelos, há sete casos de dengue já confirmados e, segundo a Vigilância Epidemiológica, a Divisão de Controle de Zoonoses realiza todos os dias, nas casas dos moradores, ações para orientar sobre a doença, bem como a limpeza dos quintais, caixas de água, entre outros. As vistorias para identificação de possíveis criadouros do mosquito também são feitas.
Em Itaquaquecetuba foram registrados 103 casos suspeitos de dengue e destes, apenas 14 foram confirmados até o momento. Segundo a prefeitura, coletas para fiscalizar todos os imóveis e saber se há presença de larvas do Aedes aegypti estão sendo feitas. Trabalhos de visitas a escolas, hospitais, postos de saúde e demais espaços de atendimento ao público, além de visitas a pontos estratégicos, loja de sucatas, borracharias também são realizados pelo município.
Já em Poá, apenas dois casos estão confirmados, embora a cidade já tenha notificado 61 e descartado 16. Segundo a prefeitura, mutirões de combate ao mosquito, que também é o transmissor da dengue, zika e chikungunya, estão sendo feitos pela Secretaria Municipal Saúde, por meio do Departamento de Vigilância em Saúde.
Para o vice-prefeito e secretário de Saúde de Poá, Marcos Ribeiro da Costa, (PDT), o Marquinhos Indaiá, os mutirões são extremamente importantes, já que é feito um trabalho de conscientização da população. "A ação de combate e prevenção é realizada diariamente e o mutirão intensificará as ações que são realizadas periodicamente", afirmou.
Além dos mutirões, as equipes de agentes de Controle de Endemias realizam inspeções, denúncias, vistorias em locais públicos, palestras e a cada trimestre a ADL, com o objetivo de mapear os principais pontos de atuação do Aedes aegypti em Poá.
*Texto supervisionado pelo editor.