Uma reunião da Câmara Técnica de Resíduos Sólidos do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) está agendada para a primeira quinzena de maio. O evento, considerado o ponto de partida para a criação do Plano Regional de Resíduos Sólidos, deverá discutir meios de realizar um diagnóstico dos 11 municípios que compõem o Condemat para verificar qual a melhor estrutura e destinação adequada do lixo para cada cidade. A informação foi divulgada ontem pelo assessor de Resíduos Sólidos da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Meio Ambiente, José Valverde, durante o 2º Fórum de Resíduos Sólidos do Alto Tietê, ocorrido em Guararema.
O plano, conforme informação da pasta, atenderá o conteúdo exigido pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, que tem como prioridade metas de eliminação, redução e destinação do lixo. Por conta de cada município ter uma particularidade em relação ao meio ambiente, é necessário um estudo para trazer o que já é trabalhado em cada lugar para o âmbito regional. "Será a primeira reunião de trabalho para confirmar essa prioridade de concepção do plano. As peculiaridades de cada cidade demonstra um desafio regional, mas também contemplam, de uma forma geral, aspectos que podem ser integrados, como formas de destinação, qual cidade tem potencial para reciclagem, para compostagem", explicou Valverde.
Já durante o evento de ontem, foram discutidos temas como a destinação de materiais como poliestireno - popularmente conhecido como isopor-, metal, papel plástico e vidro e quais os desafios para a destinação de resíduos sólidos no Estado. O prefeito de Guararema, Adriano Leite (PR), esteve na ocasião e contou que o tema é uma pauta pertinente ao Condemat. "O problema do lixo é crescente porque a população aumenta e a cultura de descarte é muito grande. Em Guararema, por exemplo, coletamos perto de 25 toneladas por dia para uma população de 30 mil habitantes", revelou.
Guararema, que recebe visitantes durante férias e feriados, por exemplo, aumenta a proporção de lixo produzido por cada habitante nessas épocas. "Temos uma coleta própria que funciona, mas por ser uma cidade de veraneio o lixo aumenta numa proporção de quase um quilo por habitante. É um desafio para qualquer gestor público e o custo é alto", contou Leite.
Outra cidade com características peculiares é Salesópolis. O prefeito Vanderlon Gomes (PR), que também esteve na reunião, explicou que a cidade passa por momentos preocupantes em relação à coleta de lixo. "Levamos até um aterro de Jacareí e só conseguimos isso por conta de um convênio. No entanto, esse convênio vence em junho e vamos ter que licitar outro local", contou. Um Projeto de Lei de autoria do prefeito foi enviado ao Legislativo para a possibilidade de aumento do orçamento destinado ao meio ambiente. "Isso é para que eu possa contratar uma empresa terceirizada e fazer o trabalho. Hoje, em média, temos um custo em torno de R$ 97 mil para fazer esse trabalho, cerca de 400 reais por tonelada", finalizou.