As prefeituras de Ferraz de Vasconcelos, Suzano e Itaquaquecetuba estão otimistas com a proposta feita pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em aumentar os recursos federais para as Unidades Básicas de Saúde (UBS) que estenderem a carga horária de funcionamento.
A intenção da nova ação é fazer com que mais pessoas consigam ter acesso à consultas em mais opções de horários, além de diminuir a superlotação das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).
Se uma pessoa começa a sua jornada de trabalho às 6 horas, não consegue ir ao posto antes de trabalhar porque a unidade ainda está fechada. Se pensar em realizar uma consulta após o expediente, provavelmente também não vai conseguir, já que os postos fecham por volta das 17 horas. A única alternativa encontrada para eles são as Unidades de Pronto Atendimento (UPA), o que causa a superlotação das mesmas.
O secretário municipal de Saúde de Suzano, Luis Claudio Guillaumon, intitulou a proposta de elevar os investimentos como "louvável", e, segundo ele, a prefeitura já executa esta ação em algumas Unidades Básicas do município desde o ano passado. "A proposta é interessante porque o horário alternativo possibilita o atendimento a quem trabalha em horário comercial", acrescentou o secretário.
Ferraz também está favorável à decisão, e, segundo a prefeitura, o projeto de implantação do aumento de carga horária das UBSs atrelado ao aumento do investimento recebido pelo governo federal já está em estudo e segue aguardando normativas. "Os principais benefícios são mais ofertas de saúde e acessibilidade para classe trabalhadora", afirmou a secretária.
Ainda em segmento positivo, a equipe técnica da Secretaria Municipal de Saúde de Itaquá está fazendo a análise e estudando a possibilidade de estender a carga horária de acordo com os critérios para adesão da proposta.
Já segundo o prefeito de Mogi das Cruzes, Marcus Melo (PSDB), é preciso estudo cuidadoso antes de aderir à ação, já que o repasse dos investimentos por parte da União tem sido uma questão que gera incerteza para a cidade. "O grande problema em aderir a esta nova proposta é que o repasse dos recursos de investimentos por parte do governo federal, muitas vezes, não acontece. Sendo assim, precisamos esperar para saber se a situação vai ser resolvida ou não", afirmou Melo.
*Texto supervisionado pelo editor.