A Polícia Federal (PF), em parceria com o Ministério Público (MP) e a Receita Federal, deflagou na manhã de ontem a 4ª fase da Operação Descarte, chamada de "E o Vento Levou", que investiga o envolvimento de uma rede de empresas fantasmas que supostamente eram usadas para lavagem de dinheiro e pagamento de propina. Uma das cidades-alvo das investigações da PF, onde ocorreram buscas e apreensões em apartamentos na manhã de ontem, foi Mogi das Cruzes.
Viaturas da Polícia Federal foram vistas em frente a um edifício localizado na avenida Laurinda Cardoso Mello Freire, na Vila Oliveira. Ao todo, foram 26 mandados expedidos em São Paulo, Taubaté, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Nova Lima.
O objetivo das investigações era apurar o desvio de dinheiro de empresas do ramo de energia, com repasse de parte do recurso, por meio de um superfaturamento de contrato, para empresas privadas. Nesta fase da operação, ainda está sendo apurada a participação de executivos e acionistas de empreiteiras e de empresas públicas envolvidas nesses esquemas fraudulentos.
Os investigadores da operação "E o Vento Levou" chegaram a pedir à Justiça, a prisão temporária do ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), Oswaldo Borges da Costa, com suspeita de que ele teria participado de fraudes na construção da Cidade Administrativa, em 2007. O pedido foi negado na 2ª Vara Federal Criminal de São Paulo.
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