A ex-chefe de gabinete da Prefeitura de Biritiba Mirim, Lucinéia de Oliveira Camargo e o ex-encarregado de Obras, o atual vereador, Leonardo Venâncio Molina (PTN), estão sendo investigados pelo desvio de alimentos da merenda escolar. A denúncia foi feita pelo Ministério Público (MP) em 6 de dezembro do ano passado e acatada no dia 28 de março  pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP). Lucinéia e Molina são acusados de peculato, ou seja, um crime cometido por funcionários públicos contra a administração.
De acordo com informações do MP, Lucinéia autorizou Molina, em 15 de junho de 2015, a retirar os alimentos da merenda escolar no armazém do governo do Estado de São Paulo, localizado no município de Cajamar. Por sua vez, Molina teria determinado que um motorista e dois funcionários fossem até o local para buscar os alimentos, no dia seguinte. Ao todo, os funcionários levariam mais de dez toneladas de produtos, no entanto, retiraram apenas 7.457,64 quilos de alimentos, pouco mais de 70%, pois o caminhão não suportaria a carga.
O MP aponta que, por determinação de Molina, a carga foi encaminhada para o pátio de obras de Biritiba Mirim e, após, para o prédio onde funcionava a Secretaria Municipal de Assistência Social. O restante dos produtos que, ficou no armazém do governo, foi retirada por Molina, sendo também levada para o prédio da pasta. Para o MP, Lucinéia e Molina agiram "conluiados para que os gêneros alimentícios da merenda fossem retirados e encaminhados para a Secretaria de Assistência Social sem o conhecimento da Secretaria de Educação".
Surpresa
A ação foi descoberta após uma nutricionista municipal receber uma ligação do governo informando que a segunda remessa dos alimentos estaria disponível para retirada. O fato a causou estranheza, já que não havia recebido nem a primeira carga. Ao tentar saber sobre o que teria ocorrido, a nutricionista foi informada de que os alimentos estavam na Secretaria de Assistência Social. Com os fatos, o MP concluiu que o desvio dos alimentos causou um prejuízo de R$ 8.163,63 aos cofres públicos da cidade. A reportagem tentou contato com os réus, mas não teve retorno até o fechamento desta edição.