O nível de emprego industrial registrado no mês de março no Alto Tietê apresentou saldo negativo de -0,26% em relação ao mesmo período do ano passado. A queda foi a segunda consecutiva, conforme levantamento do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) divulgado ontem. A região engloba os municípios de Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis e Suzano. Os dados revelam que aproximadamente 150 postos de trabalho foram fechados.
Porém, nos últimos 12 meses, o nível de emprego industrial registrado no Alto Tietê continua colocando a região entre os cinco melhores desempenhos do Estado de São Paulo, acumulando uma variação de 0,61%, o que corresponde à criação de cerca de 350 postos de trabalho.
A retração do nível de março foi influenciada pelas variações negativas de alguns setores, como o de máquinas e equipamentos, com -0,95%; produtos têxteis, com -0,64%; produtos químicos, com -0,48%; e o setor de celulose, papel e produtos de papel, com -0,43%. As áreas foram as que mais influenciaram para o cálculo negativo na região.
Em março, o Alto Tietê acompanhou o desempenho negativo registrado em toda a Grande São Paulo, que fechou o mês com uma variação de -0,54%. Apesar do saldo negativo na maioria das regiões industriais (21 de um total de 36), o Estado contabilizou durante o mês 0,03% de crescimento no nível de emprego industrial.

De acordo com o diretor do Ciesp Alto Tietê, José Francisco Caseiro, a expectativa para 2019 era de superação nos números. “A pesquisa reflete o recuo na confiança dos investidores e as incertezas da economia enquanto a reforma da Previdência não sai do papel. O desemprego permanece alto, o consumo está em baixa e, com isso, a produção não cresce. Esperamos que o governo retome as rédeas rapidamente para impedir um desastre maior”, analisou.

Estadual

No Estado de São Paulo, os dados mostram que, no encerramento do 1º trimestre, as novas contratações somaram 12 mil novos postos de trabalho, abaixo dos 22 mil computados no mesmo período de 2018. Para o 2º vice-presidente da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, o resultado de março e do trimestre ficou abaixo das expectativas. Segundo ele, é preciso melhorar muito o nível de contratação em São Paulo.

* Texto supervisionado pelo editor.