Devido a uma suposta irregularidade na compra de caquis para a merenda escolar, ainda como prefeito de Mogi das Cruzes, o deputado federal Marco Bertaiolli (PSD), a ex-secretária de Educação, Maria Cervan Vidal, e uma empresa do ramo alimentício se tornaram réus em decisão do Tribunal de Justiça (TJ) na ação movida pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP).
De acordo com o MP, houve superfaturamento de R$ 151.900 na aquisição dos caquis. Ainda segundo o órgão, a prefeitura teria gasto na época, R$ 294.600, valor superior aos praticados no mercado, tomando por base a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), que seriam de R$ 155.400. Com isso, o MP pede a quebra de sigilo da empresa Castor Alimentos Ltda., para que sejam examinadas as notas fiscais entregues à prefeitura em 2015. Caso condenado, o MP pede também ao ex-prefeito Bertaiolli e à ex-secretária o ressarcimento do valor da época e a suspensão dos direitos políticos por dez anos.
Bertaiolli disse por nota que todos os processos licitatórios da prefeitura foram feitos dentro de rigorosos critérios de fiscalização implementados pela Secretaria de Gestão com a anuência da Secretaria de Assuntos Jurídicos. Além disso, a Castor informou que o valor da logística de distribuição em cerca de 270 pontos, três vezes por semana, em caminhão refrigerado, costuma ser mais caro que o próprio produto. A reportagem não conseguiu contato com a ex-secretária Maria Cervan Vidal.
* Texto supervisionado pelo editor.