A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo (MP), ainda com foco nas redes sociais, investigam mais um suspeito de incitar o ataque a alunos e funcionários na Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano. Os trabalhos conjuntos dos órgãos chegaram a um garoto, de 17 anos, que estuda na escola, onde há exato um mês cinco estudantes e duas funcionárias foram mortas.
Esta é uma das primeiras ações da terceira fase do inquérito criminal que investiga pessoas que não agiram diretamente na ação, mas que, de alguma forma, incentivaram os jovens a cometer o atentado naquela manhã de 13 de março.
De acordo com as investigações, em uma rede social, o estudante teria trocado mensagens com o outro jovem que está apreendido provisoriamente na Fundação Casa, suspeito de ser o mentor intelectual do crime, afirmando que seu sonho era explodir uma bomba na cantina da escola. Além disso, o investigado teria sido informado de detalhes de um plano de atacar o colégio.
O menor investigado, que de acordo com um organograma apresentado pela Polícia Civil e pelo MP teve "participação de menor importância" no atentado, chegou a prestar depoimento, no qual negou que teria vontade de participar do ataque e que "mantinha conversas com o outro suspeito para se proteger".
O promotor Rafael do Val disse que o jovem está sendo investigado, mas ainda não foi apresentado à Justiça. Outra autoridade que se pronunciou sobre o tema foi o delegado Jair Barbosa Ortiz, da delegacia seccional de Mogi das Cruzes, que informou que a polícia quer identificar outros usuários das redes sociais que fazem apologia ao crime cometido, ou que comemoram o feito. "Ninguém se esconde em rede social, ninguém ficara sem punição", completou o delegado.
Vale lembrar que nesta semana três pessoas foram pesas suspeitas de fornecer um revólver calibre 38 para ser usado na ação.
*Texto supervisionado pelo editor.