O Serviço Municipal de Água e Esgoto (Semae) e a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) classificaram ontem as informações divulgadas sobre a presença de 27 tipos de agrotóxicos na água de diversas cidades do país como falsas. De acordo com o levantamento, que pode ser conferido no link portrasdoalimento.info/agrotoxico-na-agua/ a mistura estaria presente em uma em cada quatro cidades brasileiras.
O Semae afirmou que não há motivo para pânico e que a água distribuída pela empresa é de qualidade e não coloca a saúde da população em risco, pois, de acordo com a autarquia, são retiradas e analisadas 9 mil amostras de água por mês, em diversos pontos de captação na cidade.
O vereador de Mogi das Cruzes, Diego de Amorim Martins (MDB), o Diegão, visitou ontem o laboratório de análises do Semae após ter recebido notícias da suposta contaminação da água. "É importante sabermos como tudo funciona e também que a conta de água traz diversos dados sobre essas coletas, porque, com a divulgação de fake news, muitos mogianos me procuraram com receio de tomar água e até de consumir hortaliças, o que é bastante preocupante, visto que estamos em uma região bastante produtiva, no Cinturão Verde", explicou.
A diretora do Departamento de Águas do Semae, Milena Forte, e o técnico químico do Controle de Qualidade da autarquia, Ivan Santos Jesus, ressaltaram que a qualidade da água fornecida aos moradores da região está dentro dos padrões exigidos por lei e que seu consumo é totalmente seguro.
Já a Sabesp informou que a pesquisa que está circulando na Internet fala sobre os padrões europeus da água, e não os dos brasileiros, e que na região do Alto Tietê não há nenhum índice fora do que é considerado seguro.
Para garantir a qualidade da água distribuída à população, segundo a empresa, "são realizados 90 tipos de testes e mais de 90 mil análises mensais que aferem turbidez, cor, cloro, coliformes totais, metais, agrotóxicos, dentre outros".
A Secretaria de Agricultura de Mogi esclareceu que o registro e uso de agrotóxicos são controlados por uma série de órgãos, como a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), os Ministérios da Agricultura, da Saúde e do Meio Ambiente. Segundo o secretário, Renato Abdo, a tecnologia atual não permite a dispersão do agrotóxico na água, pois há uma defesa preparada para ocorrer num período muito curto. (N.T.*)
* Texto supervisionado pelo editor.