A defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) marcou a plenária da 16ª Conferência Nacional de Saúde, promovida ontem. Os desafios financeiros, a importância do aprimoramento dos serviços e a proposta de políticas públicas foram outros assuntos abordados.
Promovida na Câmara pelo Conselho Municipal e a Secretaria de Saúde de Arujá, a plenária é a primeira etapa de uma discussão ampla sobre a Saúde, que tem, nesta edição, o tema "Democracia e Saúde: Saúde como Direito e Consolidação e Financiamento do SUS". As fases macrorregional, com representantes dos municípios da Região Metropolitana de São Paulo (23/05), estadual (7 a 9/06) e nacional (4 a 7/08) completam a programação.
Participaram a secretária de Saúde, Carmen Pellegrino; os adjuntos Patrícia Elias do Prado e Martino Piatto; Maria Lúcia Ribeiro, secretária-adjunta de Assistência Social; os vereadores Ana Poli e Rogério Gonçalves Pereira, o Rogério da Padaria; o presidente do Conselho de Saúde, Benedito Ferreira; servidores da pasta, demais conselheiros e usuários.
Responsável pela palestra que abordou o tema e os eixos temáticos da plenária, a psicóloga e articuladora da atenção básica na região, Terezinha Bolanho, fez uma contextualização histórica do SUS. Por uma hora e meia, lembrou que o sistema único é uma conquista da 8ª Conferência Nacional (1986), que a saúde brasileira já foi restrita para cidadãos empregados com carteira de trabalho assinada, que pessoas consideradas indigentes tinham atendimento por meio das Santas Casas de Misericórdia, por caridade, e que os Conselhos e Conferências devem ser ocupados pela população.
"Hoje, 70% dos brasileiros dependem do SUS, mas 100% da população usufrui dele porque quando alguém que tem convênio médico resolve sair de casa para comer em um restaurante, o SUS já passou ali antes, com a Vigilância Sanitária, por exemplo", explicou.